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Partidos e movimentos vão às ruas contra Dilma neste domingo

Políticos como José Serra, Marco Feliciano e Jair Bolsonaro se juntam oficialmente a movimentos que defendem a derrubada do governo petista
por Redação — publicado 11/03/2016 18h32, última modificação 13/03/2016 12h57
Tânia Rego/Agência Brasil/Fotos Públicas
Protesto

Manifestantes protestam em Copacabana, no Rio de Janeiro

A presidente Dilma Rousseff e o PT enfrentam neste domingo 13 mais uma série de protestos que têm como objetivo removê-la do Palácio do Planalto e encerrar seu governo antes do fim do mandato. Pela primeira vez, políticos e partidos prometem ir às ruas ao lado de movimentos sociais que passaram meses afirmando comandar uma ação apartidária.

O ato deste domingo será o quinto contra Dilma Rousseff, o primeiro de 2016. A maior das manifestações do ano passado ocorreu em 15 de março, quando 210 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, em um dia no qual a Polícia Militar estadual estimou a participação em 1 milhão de pessoas. Naquela data, os protestos por outras cidades brasileiras foram também maiores que os registrados posteriormente.

Os grupos antipetistas e anti-Dilma e ditos anticorrupção se reuniram também em 12 de abril (100 mil pessoas na Paulista, de acordo com o Datafolha), 16 de agosto (135 mil pessoas) e 13 de dezembro (40,3 mil).

Desta vez, em meio ao momento mais crítico da crise política que abate o governo, os partidos decidiram ampliar sua participação nos atos. O Solidariedade, sigla comandada pelo deputado Paulinho da Força (SP), terá um dos dez carros de som que ocuparão a Avenida Paulista neste domingo 13. O carro estará ao lado de outros como os do Vem Pra Rua, do Movimento Brasil Livre e do Revoltados Online.

Havia uma preocupação de que manifestações pró-PT e pró-governo ocorressem também neste domingo 13, em São Paulo, mas os organizadores desistiram diante do temor de violência. Na sexta-feira 4, houve confronto em frente à residência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, logo após ele retornar do depoimento que foi obrigado a prestar à Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato.

O MBL, que em março passado incitou dezenas de milhares de pessoas contra jornalistas de CartaCapital, usou as imagens da violência para convocar para as manifestações deste domingo.

 

 

Em Brasília, que teve algumas das manifestações mais radicais contra Dilma e o PT, figuras de destaque das bancada Evangélica e da Bala estarão presentes. Um dos trios elétricos na capital federal contará com os deputados Marco Feliciano (PSC-SP), Jair Bolsonaro (PSC-RJ), Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ), além do pastor Silas Malafaia, pastor e presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

DIA 13 DE MARÇOO povo brasileiro precisa reconhecer sua força. As mudanças só acontecerão com a efetiva participação do povo nas ruas!

Posted by Jair Messias Bolsonaro on Wednesday, March 9, 2016

O PSDB apoia formalmente as manifestações e também deve ter representantes, que provavelmente seguirão a estratégia de realizar participações discretas nos atos.

Na quinta-feira 10, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), cujo governo está abatido pelo escândalo da máfia das merendas e pelas suspeitas sobre seu secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, disse que cogitava participar do ato. "Como cidadão pode ser (que eu vá)", disse Alckmin.

[VÍDEO] DIA 13, VAMOS TODOS ÀS RUAS A FAVOR DO BRASIL − O senador José Serra (PSDB-SP) faz uma convocação para o próximo...

Posted by Conversa com os Brasileiros on Wednesday, March 9, 2016

O DEM e o PPS, os dois principais aliados dos tucanos na oposição ao PT, também apoiam formalmente os protestos e enviarão representantes. No caso do DEM, figuras de destaque do partido devem comparecer ao ato de São Paulo, o de maior visibilidade devido a seu tamanho.

Outro político que deve aproveitar o momento é Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Candidato pelo PMDB derrotado na eleição estadual de São Paulo, Skaf deslocou o pato gigante que ilustra sua campanha "Não vou pagar o pato" para Belo Horizonte.

 

 

 

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