Você está aqui: Página Inicial / Blogs / Parlatório / Mercadante deixa a Casa Civil e assume a Educação

Política

Reforma ministerial

Mercadante deixa a Casa Civil e assume a Educação

por André Barrocal publicado 30/09/2015 11h18, última modificação 30/09/2015 13h38
Sem defensores no PT e no PMDB, homem de confiança de Dilma voltará para a pasta que comandou entre 2012 e 2014
Marcelo Camargo / Agência Brasil
Aloizio Mercadante

Mercadante tomará o posto de Renato Janine Ribeiro, que assumiu o Ministério da Educação em abril

Entre as diversas concessões feitas pela presidenta Dilma Rousseff para a reforma ministerial a ser anunciada nesta quinta-feira 1º está a saída de um de seus homens de confiança, Aloizio Mercadante, do núcleo do governo. O ministro deixará a Casa Civil para reassumir o Ministério da Educação, ocupado por ele entre 2012 e 2014.

Mercadante reuniu sua equipe na Casa Civil para comunicar a mudança e solicitar um balanço do período em que esteve à frente do ministério. O ex-senador disse aos auxiliares estar animado com a possibilidade de voltar à Educação, pasta na qual poderá comandar os projetos da "Pátria Educadora", a maior bandeira do segundo mandato de Dilma.

A saída de Mercadante da Casa Civil representa a vitória da tese da unanimidade contra. Filiado ao PT, pelo qual foi duas vezes candidato ao governo de São Paulo, em 2006 e 2010, Mercadante não tinha mais defensores em seu partido ou no PMDB, que deverá ganhar um papel de destaque no novo ministério de Dilma.

A Casa Civil deve ficar aos cuidados do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, atualmente no Ministério da Defesa. O nome de Wagner para a Casa Civil era defendido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do segundo mandato de Dilma e conta com o apoio do PT – o partido se sente mais representado por Wagner do que por Mercadante.

Na manhã desta quarta-feira 30, Wagner esteve na Câmara dos Deputados, onde participou de uma audiência pública. Em conversa com jornalistas, ele confirmou ter recebido um telefonema com um recado de Dilma, que desejava conversar com ele. O ministro deixaria a Câmara para ir até seu gabinete e se informar sobre o teor do diálogo com Dilma.