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Política

São Paulo

Maluf lança Alckmin à presidência e exalta honestidade do governador

Encontro aconteceu na Associação Comercial de São Paulo nesta segunda-feira 7
por Redação — publicado 07/03/2016 16h54, última modificação 07/03/2016 17h12
Rovena Rosa / Agência Brasil
Maluf e Alckmin

Maluf abençoou possível candidatura de Alckmin à presidência. O governador, por sua vez, desconversou

"Nesse momento por que passa o Brasil, São Paulo é um oásis de honestidade", disse Paulo Maluf (PP-SP), deputado federal e incluído na lista de procurados pela Interpol em 2010, na manhã desta segunda-feira em evento na Associação Comercial de São Paulo com a presença do governador, Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

Condenado na semana passada a três anos de prisão pela justiça francesa, por lavagem de dinheiro de 1996 a 2005, Paulo Maluf causou espécie ao posar para uma foto em 2012, na qual apertava a mão de Lula e do então candidato à prefeitura paulistana Fernando Haddad (PT-SP) para expressar o apoio à candidatura. Adversário histórico dos petistas. à época Maluf justificou a aliança afirmando que "hoje não existe direita e esquerda." 

Bens no valor de 1,8 milhão de euros também foram confiscados da conta da família Maluf. Suspeita-se que o dinheiro tenha origem no desvio de obras viárias em São Paulo.

No evento, Maluf abençoou ainda uma possível candidatura de Alckmin à presidência, afirmando que "ninguém que é governador de São Paulo pode dizer que não é candidato". Alckmin desconversou. O ex-prefeito de São Paulo também exaltou o comprometimento do tucano com a vida pública, ressaltando que Alckmin nunca pediu favores pessoais quando Maluf era governador, além de "pedir a Deus" que dê ao tucano chances de alcançar patamares ainda maiores na política nacional. 

No final do ano passado, porém, Paulo Maluf utilizou as redes sociais para alfinetar o governador paulista e sua proposta de reorganização escolar. "Eu Paulo Maluf me orgulho de ter construído 998 escolas, mais de 300 creches e não fechei nenhuma", escreveu, em post publicado logo após a suspensão do projeto de reorganização. 

Após o evento, Alckmin afirmou ainda que não pretende remover do cargo o secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, ainda que o Ministério Público tenha aberto um inquérito civil de investigação contra ele. A suspeita é de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa. O inquérito, instaurado em 29 de fevereiro, apura a denúncia da compra, por Aparecido, de um apartamento de luxo por um preço abaixo do mercado, em março de 2007. Em nota, Aparecido disse que não fazia parte do governo quando comprou o imóvel e que prestará todos os esclarecimentos necessários ao Ministério Público.