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Política

Lulinha processa prefeito de São Carlos após postagem no Facebook

por Redação — publicado 06/04/2015 19h00, última modificação 06/04/2015 19h03
Paulo Altomani do PSDB acusou o filho do ex-presidente de ser dono da Friboi para convocar manifestação
Divulgação
Paulo Altomani e Lulinha

Prefeito de São Carlos (esq.) é o segundo tucano processado pelo filho do ex-presidente Lula

O prefeito de São Carlos, Paulo Altomani (PSDB-SP), foi acionado na Justiça nesta segunda-feira 6 por Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula. O motivo foi uma postagem feita pelo tucano no Facebook, no dia 15 de março. No texto em questão, o prefeito diz que a Friboi, frigorífico ligado ao grupo JBS, pertence ao empresário, como argumento para incentivar seus seguidores a irem em um protesto contra o governo Dilma Rousseff.

“O prefeito usou uma mentira sobre o filho de Lula para convocar as manifestações do dia 15 de março em sua cidade, dizendo que: ‘não é justo o Tesouro Nacional tirar dinheiro de nossa cidade para repassar ao BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento] para financiar por exemplo a empresa Frioboi (sic), que pertence ao Lulinha, e que paga cachês milionários para o ator Tony Ramos para vender em rede nacional sua carne financiada com recursos de saúde educação limpeza publica etc.’”, afirma o comunicado divulgado pelo filho do ex-presidente.

De acordo com a assessoria de Lulinha, a afirmação pode configurar injúria, calúnia e difamação. O comunicado nega ainda que Fábio tenha qualquer relação com a empresa. “Fábio não é proprietário, tampouco sócio da empresa JBS, dona da marca Friboi. Veja aqui, no site da empresa, a lista dos acionistas”, complementa o texto. Procurado, o prefeito não se manifestou até o momento do fechamento deste texto.

O prefeito é o segundo político do PSDB interpelado judicialmente este ano por fazer acusações contra o filho de Lula. Uma outra ação foi protocolada contra o deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal, em 18 de março. Na ocasião, a defesa de Lulinha acusou o político de “mentir indiscriminadamente”.