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A Lava Jato avança contra Collor e políticos do PP

por Redação* — publicado 14/07/2015 16h16, última modificação 15/07/2015 13h33
Três carros de luxo, entre eles uma Ferrari do ex-presidente e atual senador Fernando Collor, foram apreendidos. Ex-ministros de Dilma estão entre os alvos
Pedro Ladeira / Folhapress
Fernando Collor

Agentes federais apreenderam documentos e bens, como carros de luxo, na residência de Fernando Collor na capital federal

Agentes da Polícia Federal estiveram na manhã da terça-feira 14 no apartamento funcional do senador Fernando Collor (PTB-AL), em uma quadra da Asa Sul, centro da capital federal. Os policiais deixaram o local com um malote, que pode conter documentos em posse do político. A ação é resultado de uma operação conjunta com o Ministério Público Federal, tem outros 53 mandados de busca e apreensão e faz parte da nova fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Politeia. Além do senador, são alvos de busca simultânea, em sete estados, ex-ministros do governo Dilma Rousseff e políticos do PP.

Os policiais federais também cumpriram mandado de busca e apreensão na Casa da Dinda, residência usada por Collor na época em que era presidente da República, onde foram apreendidos três carros de luxo - uma Ferrari, um Lamborghini e um Porsche -, levados para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Os agentes realizaram ainda investigações nas residências do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), em Brasília, na do ex-ministro e ex-deputado Mário Negromonte (PP-BA), na Bahia, e na do ex-ministro e senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Outros alvos foram as casas do ex-deputado João Pizzolati (PP).

Em Brasília, a PF informou, inclusive, ter feito buscas nas residências do advogado Thiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, e do sócio dele, Luciano Araújo. O objetivo da operação seria evitar a destruição de provas e documentos que comprovem o envolvimento dos investigados.

Na capital alagoana até mesmo a sede da TV Gazeta, afiliada da TV Globo, teve de receber os agentes da Polícia Federal. A razão é de que Collor é um dos principais acionistas da emissora. Entre as empresas, a BR Distribuidora foi alvo de um dos mandatos, assim como seus diretores José Zonis e Luiz Cláudio Caseira Sanches. Cerca de 250 policiais federais participam da ação em todo o país.

No Senado

A Polícia do Senado Federal questionou a ação no apartamento de Collor. O diretor da Polícia do Senado, Pedro Carvalho, confirmou que a ação foi no apartamento de Collor e disse que não foi apresentado mandado. “Nós chegamos aqui, fomos impedidos de entrar em uma residência oficial do Senado Federal. Volto a dizer que não nos foi apresentado um mandado de busca e apreensão, nenhum dos membros que estavam aqui se identificou para a gente”, comentou o diretor.

No perfil do senador Fernando Collor (PTB-AL), na rede social Facebook, foi divulgada uma nota sobre a operação. “A defesa do senador Fernando Collor repudia com veemência a aparatosa operação policial realizada nesta data em sua residência. A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos, a investigação já é conhecida desde o fim do ano passado, e o ex-presidente jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos”. O texto diz ainda que o senador se colocou à disposição para ser ouvido pela Polícia Federal por duas vezes e que o depoimento foi desmarcado.

Com informações da Agência Brasil