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Ex-senador Gim Argello é preso pela Operação Lava Jato

por Redação — publicado 12/04/2016 11h16, última modificação 12/04/2016 12h50
Argello, que foi vice-presidente da CPI da Petrobras, teria recebido propina de R$ 5 milhões para evitar convocação de empreiteiros
Argello

Gim Argello e outros parlamentares cobravam “pedágio” de empresários

O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) foi preso preventivamente nesta terça-feira 12 pela 28ª fase da Operação Lava Jato sob suspeita de ter recebido propina em troca de sua atuação política na CPI da Petrobras. A construtora OAS também é alvo da operação.

Argello, que foi vice-presidente da CPI, foi citado na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido). De acordo com Delcídio, os parlamentares da comissão cobravam “pedágio” de empresários para que eles não fossem convocados para depor na CPI, encerrada em 2014.

Os encontros ocorriam semanalmente e eram liderados pelo empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, ainda segundo Delcídio. Em outra delação, o diretor-financeiro da UTC Engenharia, Walmir Santana, afirmou que Argello atuava diretamente para que Ricardo Pessoa, dono da UTC, não fosse convocado – em troca, Pessoa faria contribuições a políticos e partidos indicados pelo ex-senador.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, há provas de que Argello recebeu propina de mais de R$ 5 milhões das empreiteiras OAS e UTC.

A nova fase da operação foi batizada de Vitória de Pirro, expressão usada para se referir a uma vitória conquistada a alto custo, com grandes prejuízos.

A operação cumpre 21 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro, Taguatinga (DF) e São Paulo. Além da prisão preventiva de Gim Argello, estão sendo cumpridos outros dois mandados de prisão temporária e quatro de condução coercitiva, além de 14 ordens judiciais de busca e apreensão.