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Política

Lava Jato

Ex-diretor da Petrobras cita 28 politicos em delação premiada, diz jornal

por Redação — publicado 19/12/2014 12h04, última modificação 19/12/2014 12h08
Em seus 80 depoimentos para a operação Lava Jato, Paulo Roberto Costa citou dez nomes do PP, oito do PT, oito do PMDB, um do PSB e outro do PSDB
Antonio Cruz/ Agência Brasil
 Paulo Roberto Costa

O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que foi preso em Curitiba

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa citou 28 políticos nos 80 depoimentos que prestou à Polícia Federal em delação para a Lava Jato, operação que investiga o uso da estatal para beneficiar empreiteiras e abastecer o caixa 2 de campanhas eleitorais. Os nomes incluem deputados, senadores, um governador, ex-governadores e ex-ministros.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a relação é formada principalmente por parlamentares da base aliada, mas também conta com nomes de partidos da oposição - todos supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção na estatal.

O governador do Acre, Tião Viana (PT), reeleito este ano é um deles. Entre os 18 parlamentares, estão os deputados Vander Luiz dos Santos Loubet (PT-MS), Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e José Otávio Germano (PP-RS).

Ao todo, são dez políticos do PP, oito do PMDB, oito do PT, um do PSB e outro do PSDB. O dinheiro, usado em campanhas eleitorais, também serviu para calar parlamentares, como o ex-senador Sérgio Guerra, presidente tucano em 2009 que teria embolsado 10 milhões de reais para arquivar uma CPI contra a petrolífera.

Entre os ex-governadores, destaca-se o pernambucano Eduardo Campos (PSB) - morto em um acidente de avião em meados do ano -, Roseana Sarney (PMDB-MA) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

Também entraram na lista os presidente do Senado e Câmara - Renan Calheiros (PMDB-AL) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), respectivamente -, o atual ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, além de ex-ministros Geisi Hoffmann (Casa Civil), Mario Negromonte (Cidades) e Antônio Palocci, petista com passagens pelos governos Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva.

Os nomes teriam sido revelados em delação premiada firmada pelo ex-diretor com o Ministério Público Federal em troca de uma pena menor.