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Empresa alemã diz ter pago 1 milhão de euros em propina na Copa

por Redação — publicado 26/03/2015 14h01, última modificação 26/03/2015 18h13
Funcionários de uma subsidiária da Bilfinger no Brasil subornaram autoridades públicas em contratos para equipar centros de segurança em grandes cidades brasileiras
Fernando Pereira / SECOM SP
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Após a conclusão de suas investigações internas, a Bilfinger irá fornecer os resultados à CGU

A empresa alemã de engenharia Bilfinger divulgou nota, nesta quinta-feira 26, em que afirma ter descoberto, por meio de auditoria interna, que pagou pouco menos de 1 milhão de euros (aproximadamente 3,48 milhões de reais) para fazer serviços relacionados à segurança da Copa do Mundo no Brasil.

A propina teria ficado no Brasil, mas não foi informado qual o paradeiro do valor. Ainda segundo a empresa alemã, o resultado das investigações será repassado à Controladoria Geral da União (CGU). A Bilfinger já havia informado, no domingo 22, que a apurava a informação de que funcionários de uma subsidiária no Brasil teriam subornado autoridades públicas em contratos para equipar centros de segurança em grandes cidades brasileiras. Por conta disso, o Ministério da Justiça determinou a instauração de análise "imediata" de licitações envolvendo a subsidiária da empresa alemã no Brasil.

“No curso das investigações internas sobre possíveis violações de conformidade, a Bilfinger decidiu rever as atividades de empresas ativas no Brasil. Depois de olhar para todas as transações contábeis de anos anteriores, a informação atual indica que os pagamentos indevidos existiram no total de menos de 1 milhão de euros”, diz o comunicado.

Leia a nota na íntegra:

“No curso das investigações internas sobre possíveis violações de conformidade, a Bilfinger decidiu rever as atividades de empresas ativas no Brasil. Depois de olhar para todas as transações contábeis de anos anteriores, a informação atual indica que os pagamentos indevidos existiram no total de menos de 1 milhão de euros.

A Bilfinger informou à autoridade brasileira responsável - CGU (Controladoria-Geral da União). Após a conclusão de suas investigações internas, a Bilfinger irá fornecer os resultados à CGU e continuará a apoiar investigação sobre o incidente.

A investigação foi iniciada com base em conclusões internas de Bilfinger. Além de seus próprios peritos, a empresa contratou a auditoria Ernst & Young, bem como os auditores da Deloitte, além de um escritório de advocacia especializado no Brasil.”

Leia na íntegra a nota da Controladoria-Geral da União:

"O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão, determinou na última segunda-feira (23/03) um aprofundamento da análise dos contratos envolvendo a empresa Bilfinger, tendo como base as auditorias já realizadas pelo órgão.

Além disso, a Controladoria fará a apuração sobre eventuais pagamentos ilícitos na Copa do Mundo - 2014 com base na Lei Anticorrupção.

A CGU recebeu ontem uma sinalização da empresa alemã de que pretende colaborar com as autoridades brasileiras para apuração dos fatos. Cabe destacar que ainda não houve nenhuma formalização neste sentido."

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