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Política

Dilma diz que "sociedade não aceitará rupturas democráticas"

por Redação — publicado 09/03/2015 18h53
Em resposta ao panelaço, presidenta defendeu o direito de manifestação pacífica, mas disse que é preciso haver "razões para o impeachment" que não sejam um terceiro turno
Luis Macedo/ Câmara dos Deputados
Dilma Rousseff

Após cerimônia, Dilma Rousseff criticou a falta de legalidade e legitimidade de pedidos de impeachment que rompem com a democracia

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira 9 que é preciso "caracterizar razões para o impeachment" ao invés de protestar pelo "terceiro turno das eleições". Um terceiro turno, segundo ela, representa uma ruptura democrática que a sociedade não aceitará.

"A eleição acabou. O terceiro turno, para qualquer cidadão brasileiro, não pode ocorrer a não ser que se queira uma ruptura democrática", disse após cerimônia que marcou a sanção da Lei do Feminicídio.

Dilma também aproveitou para comentar os "panelaços" ocorridos em pelo menos 12 capitais durante seu pronunciamento em rede nacional de rádio e TV no último domingo 8. "As pessoas podem se manifestar e tem espaço e direito a isso. Manifestação pacifica é da regra democrática", disse. No entanto, a presidenta criticou os pedidos pelo impeachment desprovidos de sustentação legal. "A manifestação vai ter as características que tiver seus convocadores. Agora, ela (manifestação), em si, não representa nem a legalidade nem a legitimidade de pedidos que rompem a democracia", completou.

Manifestações pró-impeachment de Dilma foram convocadas para domingo 15 em cerca de 200 cidades brasileiras. Atos de repúdio contra os escândalos de corrupção na Petrobras também estão agendados para sexta-feira 13, nas capitais brasileiras.

A presidenta ainda fez um pedido pela "estabilidade" e pediu prudência para enfrentar a crise econômica. "É muito prudente o País perceber que precisa de estabilidade porque estamos enfrentando uma fase aprofundada da crise econômica. Não acredito que os brasileiros sejam a favor do quanto pior, melhor. Os que são [a favor do quanto pior, melhor] não tem compromisso com o País", concluiu.