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Política

Operação Lava Jato

Delcídio afirma que foi "escalado" para barrar a Lava Jato

por Redação — publicado 15/03/2016 16h29, última modificação 15/03/2016 16h58
Em entrevista ao jornal O Globo, Delcídio do Amaral diz que Dilma e Lula pediram que ele interferisse nas investigações
Delcídio

Conteúdo da delação premiada do senador licenciado do PT, Delcídio do Amaral, foi divulgado nesta terça 15

Em entrevista ao jornal O Globo após a homologação e divulgação da sua delação premiada, Delcídio do Amaral partiu para o ataque e afirmou que "fica claro" o seu papel como emissário de Dilma e Lula para impedir as investigações da Operação Lava Jato.

"Cadê o governo que se dizia republicano, que nada interferiria nas investigações? A gravação do Aloízio (Mercadante) confirma o que eles sempre negaram. Na minha delação fica claro que fui escalado, como líder do governo, pela Dilma e pelo Lula para barrar a Lava Jato", disse à coluna de Lauro Jardim n' O Globo.

A gravação a que Delcídio se refere está com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Nela, haveria uma tentativa de Mercadante de oferecer ajuda financeira e política a fim de evitar a delação premiada do ex-líder do governo no Senado. 

A delação premiada de Delcídio foi homologada e divulgada nesta terça pelo Supremo Tribunal Eleitoral. Em coletiva, o ministro da Educação afirmou que "jamais" fez tentativas de impedir que Delcídio falasse.

O rol de políticos ligados ao governo de Dilma Rousseff implicados na delação premiada do senador Delcídio do Amaral afastado do PT parece ainda não ter se esgotado.

"O (ministro das Comunicações) Edinho (Silva) não sairá vivo deste processo. Ele arrecadava recursos ameaçando, na linha do 'ou está com a gente ou está contra", declarou Delcídio ao colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, no começo da tarde desta terça-feira 15.

Então senador pelo PT, Delcídio do Amaral foi preso em novembro de 2015 após flagrante de oferecimento de dinheiro e de ajuda para que o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, fugisse do País. O senador ficou 87 dias preso preventivamente, antes de ser liberado pelo Supremo Tribunal Federal após aceitar o acordo de delação premiada. Após a divulgação do teor do depoimento, Delcídio, que estava com a sua filiação suspensa desde dezembro de 2015, pediu sua desfiliação do PT.