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Política

Procuradoria-Geral da República

Comissão do Senado aprova recondução de Janot para PGR

por Redação* — publicado 26/08/2015 21h10, última modificação 26/08/2015 21h46
Procurador foi indicado pela presidenta Dilma Rousseff, após ser o mais votado entre os colegas do Ministério Público
Lula Marques/ Fotos Públicas
Rodrigo Janot

Em um dos momentos mais tensos da sabatina, Janot discutiu com o senador Fernando Collor

Depois de mais de dez horas de sabatina, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou na noite desta quarta-feira 26 a recondução de Rodrigo Janot para o cargo de procurador-geral da República. Foram 26 votos a favor e um contrário. A votação foi secreta. Agora, a indicação segue para o plenário da Casa, em regime de urgência.

Atual procurador-geral, no início do mês Janot foi o mais votado em lista tríplice do Ministério Público Federal, encaminhada para escolha da presidenta Dilma Rousseff, que confirmou o seu nome. Apesar da aprovado quase que de forma unânime, a sabatina teve vários momentos tensos, principalmente durante as intervenções do senador Fernando Collor (PTB-AL). 

Denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato, Collor acusou o procurador-geral de vazar à imprensa informações da operação que tramitavam em segredo de Justiça.

“No Congresso, todos sabem e o ministro do STF, Teori Zavascki, já afirmou que informações foram vazadas pela PGR (…). É o mesmo método que seu antecessor usava e que o senhor vem utilizando”, disse Collor.

Janot negou ter vazado qualquer informação e disse que logo que foram concluídas as primeiras delações houve grande agitação da imprensa, com muita especulação. “Não houve vazamento, mas especulação enorme da imprensa. Alguns veículos de comunicação deram o que chamaram de 'lista do Janot'. Alguns acertaram; outros erraram. O que houve na época foi especulação. Nego portanto que eu seja um vazador contumaz. Sou discreto e não tenho atuação midiática”, rebateu.

Outro que abordou os efeitos dos "vazamentos seletivos" de informações sobre a investigação foi o senador Humberto Costa (PT-PE), que teve o nome incluído na lista do procurador-geral. “Houve pessoas que perderam a eleição e não foram nem sequer investigadas”, disse, referindo-se à continuidade dos trabalhos da Lava Jato. 

O procurador-geral também respondeu perguntas sobre as delações premiadas e disse que há mal-entendido quanto a acordos feitos com delatores. "O colaborador não é um dedo-duro. Ele reconhece a prática do crime e fala quem são os demais envolvidos na práticas dos delitos."

Questionado sobre o impacto das investigações da Operação Lava Jato na economia, o procurador defendeu ainda a atuação dos investigadores. “Essa questão do combate à corrupção, muita gente diz assim: 'vi num jornal, não lembro qual foi, que está havendo um impacto no PIB, da atuação da Lava Jato'. Não. A atuação da Lava Jato não impacta o PIB, o que impactou o PIB foi a atuação criminosa, em detrimento da Petrobras, não a atuação da Lava Jato. O que a gente faz, simplesmente, é investigar”, afirmou Janot.

*Com informações da Rede Brasil Atual e Agência Brasil