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CNT / MDA: Aécio bateria Lula; Bolsonaro tem 5%

por Redação — publicado 21/07/2015 12h05, última modificação 21/07/2015 14h53
Pesquisa mostra o senador tucano à frente do ex-presidente por 12 pontos
Wilson Dias/ Agência Brasil
Jair Bolsonaro

A pesquisa revela um percentual relevante das intenções de voto obtido pelo expoente da direita Jair Bolsonaro (PP-RJ)

Pesquisa CNT / MDA, divulgada nesta terça-feira 21, mostra o senador Aécio Neves (PSDB) à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual disputa pela presidência da República em 2018. 

Em um cenário com os dois candidatos, o presidente do PSDB teria 35,1%, contra 22,8%. Em terceiro lugar estaria Marina Silva (da Rede Sustentabilidade, ainda não oficializada) com 15,6% e, em quarto, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Conhecido por suas declarações contra os direitos gays e em defesa da ditadura militar e da tortura, Jair Bolsonaro conquistaria o apoio de uma parcela significante do eleitorado brasileiro: 4,6%.

O percentual de brasileiros que votariam no deputado fluminense aumentaria em um hipotético cenário no qual os adversários de Lula seriam caciques do PSDB paulista, derrotados pelo ex-presidente nas eleições de 2002 e 2006.

Em uma hipotética disputa entre Lula, Marina Silva e o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), Lula aparece em primeiro com 24,9%, seguido por Marina Silva (23,1%), Geraldo Alckmin (21,5%) e Bolsonaro (5,1%).

Em um terceiro cenário, no qual o candidato é o senador paulista José Serra (PSDB), o ex-presidente teria uma vantagem mais larga. Neste cenário, Lula lidera com 25% dos votos, seguido por Marina Silva (23,3%), José Serra (21,2%) e Bolsonaro (5,5%).

Em todos os cenários de segundo turno envolvendo Lula e um dos três presidenciáveis do PSDB, o líder petista perderia. No primeiro, Aécio venceria Lula por 49,6% contra 28,5%. Contra Alckmin, Lula perderia de 32,2% contra 39,9%. Por fim, contra Serra, o líder petista seria derrotado por 31,8% contra 40,3%

Realizada entre os dias 12 e 16 de julho, a pesquisa não considerou nenhum cacique do PMDB na disputa pela presidência, apesar de o maior partido brasileiro ter declarado que terá candidato próprio à presidência em 2018. A pesquisa também não captou os efeitos do rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governo, uma vez que a cisão se tornou pública apenas no dia 17. Cunha é um dos possíveis candidatos do PMDB às eleições presidenciais de 2018 e, atualmente, está sendo investigado pela Operação Lava Jato, que apura casos de corrupção em contratos públicos da Petrobras.

Ao todo, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 estados das cinco regiões brasileiras e possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.