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Clube militar comemora protestos de 15 de março e fala em "vigilância"

por redação — publicado 17/03/2015 15h21, última modificação 17/03/2015 15h29
Entidade parabenizou todos os que foram às ruas em 15 de março e diz estar "em onipresente vigilância quanto ao que o governo pretende nos impor"
Tasso Marcelo/ Fotos Públicas
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Manifestantes pró-golpe militar no protesto de 15 de março no Rio de Janeiro; em todo o País houveram pedidos pela intervenção

O Clube Militar, entidade que reúne oficias reformados e tornou-se uma das principais vozes ligadas ao exército brasileiro, divulgou uma nota nesta terça-feira comemorando os protestos deste 15 de março, que pediam a derrubada da presidenta Dilma Rousseff por meio de impeachment ou de golpe militar. O clube, que nas eleições presidenciais declarou voto em Aécio Neves, afirmou que "diferentemente desses nossos vizinhos, [o Brasil] tem Forças Armadas avessas à execução de políticas partidárias e ideologias em seu âmago, dedicando-se, exclusivamente aos interesses nacionais". E completou: "Havemos de ter, a partir de agora, uma onipresente vigilância quanto ao que o governo pretende nos impor e quanto às medidas a serem implementadas por ele". Leia a íntegra abaixo:

 

O DIA EM QUE O BRASIL MUDOU

15 de março de 2015! Um domingo iluminado pelo fervor cívico poucas vezes assistido neste País!

Milhões de brasileiros sentiram a necessidade de sair às ruas num impulso misto de patriotismo e sentimento de indignação com a situação político-econômica a que se veem submetidos. Foram mostrar o repúdio a toda a gama de coisas erradas que o governo tem perpetrado, até mesmo com desfaçatez, ignorando a população e prosseguindo na busca de seu projeto de poder.

E toda essa demonstração de insatisfação serviu para mudar alguma coisa?

Sim, pois, no mínimo, sinaliza aos seguidores do Foro de São Paulo, hoje dirigindo o Brasil, que não podem pensar, impunemente, em nos transformar em uma ditadura similar a da Venezuela, nem mesmo num sofrido Equador ou Bolívia que já trilham o caminho abominável do que chamam de bolivarianismo. Que não se olvide, também, que o Brasil, diferentemente desses nossos vizinhos, tem Forças Armadas avessas à execução de políticas partidárias e ideologias em seu âmago, dedicando-se, exclusivamente aos interesses nacionais.

Simples assim? Obviamente que não. Havemos de ter, a partir de agora, uma onipresente vigilância quanto ao que o governo pretende nos impor e quanto às medidas a serem implementadas por ele, prometendo buscar soluções para os problemas que nos afligem, diga-se de passagem, gerados por ele próprio em sua sanha despótica.

Toda a moral brasileira tem que ser revista e em todos os níveis.

Logicamente, a cúpula governante, a elite da Nação, tem que dar o exemplo e se corrigir. Não basta mais dizer, em discursos recorrentes, que vai combater a corrupção, se, na verdade, está praticando esse câncer social na busca de seus interesses.

O Brasil mudou ontem! Entendam bem: mudou para sempre e para melhor!

Só depende de nós!

Avante brasileiros!

Parabéns, meu povo!

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Os manifestantes usam o termo ´intervenção militar' para pedir a retomada do poder pelo exército (Foto: Tasso Marcelo / Fotos Públicas)

 

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Em São Paulo, dois carros de som eram dedicados exclusivamente para enaltecer o golpe militar (Foto: Robson Fernandjes / Fotos Públicas)