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Política

Congresso Nacional

Após protestos, Câmara adia votação de projeto da terceirização

por Redação — publicado 15/04/2015 20h39, última modificação 15/04/2015 20h41
Proposta foi alvo de manifestações, organizadas por centrais sindicais, em pelo menos 18 estados
Wilson Dias/ Agência Brasil
Eduardo Cunha e líderes dos partidos decidiram votar PL 4330 na semana que vem

Eduardo Cunha e líderes dos partidos decidiram votar PL 4330 na semana que vem

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou um acordo, na sessão desta quarta-feira 15, que adia mais uma vez a votação do projeto de lei da terceirização (PL 4330/04). A proposta é alvo de manifestações, organizadas por centrais sindicais e movimentos sociais, em pelo menos 18 estados. Com isso, a previsão é que o projeto seja votado apenas na próxima quarta-feira 22.

O acordou saiu depois que líderes dos partidos manifestaram preocupação com a repercussão negativa. A ideia então é chegar a um consenso. “Vamos produzir um acordo para que a votação não seja emperrada”, afirmou Cunha. Além disso, a apresentação de sete emendas aglutinativas gerou insegurança para que os parlamentares votassem rapidamente.

Alguns deputados manifestaram, inclusive, confusão sobre o que dizia cada emenda, de acordo com o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE). "Ouvimos vários deputados perguntar: 'que emenda é essa? Por que isso? Por que aquilo?', disse. "Pairou uma grande dúvida, vamos conversar, vamos dialogar para unificar a base", emendou.

Guimarães afirmou que 2/3 dos partidos pediram o adiamento da votação e vai reunir, até a semana que vem, representantes do governo, empresários e movimento sindical, com a participação do relator do projeto e de outros deputados, para tentar um acordo que envolva esses setores.

O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), também pediu o adiamento das votações. Segundo ele, manter a votação nesta quarta seria um ato "intransigente, autoritário e irresponsável com a produção legislativa".

A proposta já havia sido discutida em Plenário nesta terça-feira 14 e foi adiada para hoje pela mesma razão. Na sessão de ontem, por exemplo, André Figueiredo (CE), do governista PDT, disse que seu partido é herdeiro do trabalhismo de Getúlio Vargas, o pai da CLT, e não quer ficar conhecido como “traidor”. Ele reclamou que em alguns aeroportos há sindicalistas da CUT e da CTB disseminando a ideia de “traição”.

*Com informações da Agência Câmara