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Antes da abertura dos Jogos, movimentos fazem ato "Fora, Temer"

por Redação — publicado 05/08/2016 15h05, última modificação 05/08/2016 15h14
Integrantes das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo protestam contra o governo interino
Jeff Pachoud / AFP
Ato Fora Temer

Manifestantes protestam contra Temer em Copacabana, nesta sexta-feira 5

Milhares de pessoas iniciaram na tarde desta sexta-feira 5, horas antes da abertura dos Jogos Olímpicos, uma manifestação contra o presidente interino da República, Michel Temer, em Copacabana, no Rio de Janeiro. O objetivo do ato é denunciar "retrocessos de conquistas históricas do povo trabalhador" e o "pacote absurdo de retiradas de direitos, cortes de gastos públicos, mudanças na aposentadoria e na legislação trabalhista" promovidos pelo governo Temer.

O ato foi convocado por cinco grupos, sendo os principais as frentes Povo sem Medo, liderada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), e Brasil Popular, encabeçada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Além delas, participam do ato a Frente de Esquerda Socialista, a Plenária dos Trabalhadores em Luta-RJ e a CSP-Conlutas.

A intenção dos manifestantes é mostrar "não só para o Brasil, mas para o mundo todo, que hoje está olhando pro Rio de Janeiro, que há no nosso país um governo ilegítimo", nas palavras de Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST. "Há um golpe institucional, um golpe parlamentar acontecendo no Brasil e nós temos que quebrar a barreira da mídia brasileira, que não diz coisa alguma a este respeito e estamos fazendo isso hoje", disse Boulos nesta sexta.

Em entrevista coletiva na quinta-feira 5, o  Presidente da União Estadual dos Estudantes do Rio (UEE-RJ), Leonardo Guimarães, disse que o ato teria como bandeira principal a luta contra o que chama de calamidade olímpica. “Não significa ser contra os Jogos Olímpicos, mas não há contradição em denunciar o golpe de Estado e também apontar as incoerências que acontecem em nossa cidade, como a retirada de direitos dos trabalhadores cariocas”, disse. 

Temer
Fantasiados, manifestantes protestam contra Temer e o legado dos Jogos (Foto: Jeff Pachoud / AFP)

O legado dos Jogos também foi denunciado pelos participantes dos movimentos. "[O legado] não foi e não é um legado para a maioria do povo carioca", disse Boulos nesta sexta. "O legado que os trabalhadores mais pobres estão recebendo com esses jogos se chama despejo, se chama remoção, se chama militarização da cidade e se chama também aplicação de recursos públicos em questões que não são prioritárias", afirmou.

Houve um momento de tensão no ato, quando a manifestação foi impedida de avançar, por conta da passagem da tocha olímpica por Copacabana. O trajeto da tocha precisou ser alterado - da orla para dentro do bairro – por conta do protesto contra Temer.