Você está aqui: Página Inicial / Blogs / Parlatório / Aécio e outros senadores são hostilizados na Venezuela

Internacional

América Latina

Aécio e outros senadores são hostilizados na Venezuela

por Redação — publicado 18/06/2015 16h59, última modificação 18/06/2015 19h53
Comitiva de senadores estava em Caracas para tentar visitar Leopoldo López
Reprodução / Twitter @liliantintori
senadores-aecio-venezuela.jpg

José Agripino Maia, Aloysio Nunes Ferreira, Lilian Tintori, Aécio Neves e Maria Corina Machado

A comitiva de senadores brasileiros liderada por Aécio Neves (PSDB-MG) foi hostilizada por manifestantes nesta quinta-feira 18, em Caracas. Pelo Twitter, Aécio, que é presidente do PSDB, afirmou que a van na qual se encontrava foi cercada e impedida de seguir pelo caminho previsto.

Acompanhado de senadores como Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino Maia (DEM-RN) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), Aécio está na Venezuela para tentar visitar Leopoldo LópezOposicionista preso há 15 meses, López é acusado pelo governo do presidente Nicolás Maduro de incitação à violência durante os protestos realizados no ano passado. Nas manifestações após a eleição de Maduro, López criou o movimento La Salida, cujo objetivo era “realizar todo tipo de ato capaz de desestabilizar o governo”.

Na Venezuela, Aécio foi recebido por Lilian Tintori, mulher de López, que tem buscado a libertação do marido por meio de uma mobilização internacional, e pela ex-deputada oposicionista Maria Corina Machado.

Segundo Caiado e o também senador Ricardo Ferraço (PPS-ES), o veículo em que a comitiva estava teria sido apedrejado pelos manifestantes, que gritavam "fora" e "Chávez não morreu, se multiplicou".

Também pelo Twitter, Aécio disse ter conversado sobre o ocorrido com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan, afirmou Aécio, prometeu fazer um protesto formal "sobre as agressões que sofremos" e "cobrar uma posição" da presidenta Dilma Rousseff.

No início da noite, a comitiva dos senadores decidiu voltar para o Brasil, sem completar a visita ao presídio onde está López. "Esse episódio vai gerar profundos desdobramentos na relação Brasil e Venezuela", escreveu Caiado pelo Twitter. "Assim que chegarmos, vamos tomar medidas duras contra a Venezuela por causa desse desrespeito ao Brasil e ao Congresso Nacional", afirmou.

 

Gracias a la Comisión Oficial de Senadores de Brasil por venir a constatar la crisis de #DDHH en Venezuela pic.twitter.com/A3MJFWU7Y0

— Lilian Tintori (@liliantintori) 18 junho 2015

Estamos em Caracas, sitiados em uma via pública. Nossa van foi atacada por manifestantes.

— Aécio Neves (@AecioNeves) 18 junho 2015

Mas seguimos firmes na disposição de visitar Leopoldo Lopez.

— Aécio Neves (@AecioNeves) 18 junho 2015

Estamos aqui para defender a democracia e até agora o governo venezuelano tem demonstrado pouco apreço por ela.

— Aécio Neves (@AecioNeves) 18 junho 2015

En menos d 3 hrs los Senadores brasileros ya saben lo que significa vivir en dictadura hoy en Venezuela pic.twitter.com/hqzamYEwQp

— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) 18 junho 2015

Tão logo chegamos a Caracas, o ônibus da comitiva foi cercado por manifestantes pró-Maduro e apedrejado.

— Ricardo Ferraço (@RicardoFerraco) 18 junho 2015

A van em que se encontram os senadores na Venezuela esta sendo forçada a retornar ao aeroporto, que é o único caminho livre. #EquipeAN

— Aécio Neves (@AecioNeves) 18 junho 2015

Não tem como seguir para a penitenciária nem para o centro. Os senadores irão esperar que alguma via seja liberada. #EquipeAN

— Aécio Neves (@AecioNeves) 18 junho 2015