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Uma palestra de Sergio Moro em 20 tweets

por Redação — publicado 23/11/2015 19h40, última modificação 23/11/2015 23h12
O juiz da Operação Lava Jato criticou a nova lei do direito de resposta e elogiou as "manifestações contra a corrupção"
ANER
sergio-moro

O juiz Sergio Moro durante sua apresentação aos executivos das editoras de revistas

Críticas à nova lei do direito de resposta, elogios aos "milhões" de manifestantes que foram às ruas em 2015 "contra a corrupção" e uma defesa veemente do repasse de informações à imprensa deram a tônica da palestra do juiz Sergio Moro no final da tarde desta segunda-feira, em São Paulo.

Moro fechou o Fórum Aner de Revistas, promovido pela Associação Nacional de Editores de Revistas e falou para uma plateia de executivos das maiores editoras de revistas impressas do Brasil. Em seguida foi entrevistado, no palco, por Frederic Kachar, diretor-geral do Infoglobo e da editora Globo. O editor-geral de mídia online de CartaCapital, Lino Bocchini, estava na plateia e destacou em sua conta do Twitter alguns pontos da explanação seguida de entrevista:

 

Thomaz Soto Correa, da Abril, apresenta o juiz Sérgio Moro em evento de editores afirmando que ele está "resgatando a dignidade do país"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Correa diz ainda que a liberdade de imprensa e de expressão no país está "ameaçada constantemente".

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Moro começa sua palestra defendendo a divulgação de todas as informações de todos os processos. Diz que "a ação penal 470 foi um exemplo"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

O juiz que comanda a Operação Lava Jato critica agora quem o acusa de vazamento ou de "interferência no processo eleitoral"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Moro: "no período eleitoral mais se justifica a divulgação de determinadas informações"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

"Noa processos envolvendo figuras poderosas o juiz precisa de apoio da opinião pública", diz Sérgio Moro

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Moro defende que a Justiça passe todas as informações aos jornalistas e diz q eles ajudam: "é um contributo para o avanço das investigações"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

"Temos uma corrupção sistêmica, profunda e penetrante no Brasil. O nível de degradação da coisa pública é impressionante", diz Moro

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Moro: "ao longo deste ano milhões de pessoas foram às ruas e não houve resposta do Congresso nem do governo".

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Moro: "ao longo deste ano milhões de pessoas foram às ruas e não houve resposta do Congresso nem do governo".

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Moro tece elogios às manifestações "contra a corrupção" e diz que a operação Lava Jato é uma voz "pregando no deserto"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

O juiz Sérgio Moro termina sua palestra e é aplaudido de pé por parte da plateia, composta basicamente por executivos de grandes editoras

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Agora o juiz Moro está sendo entrevistado, no palco, pelo presidente da editora Globo

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Direito de resposta: Moro diz que a lei é "muito vaga" e pode ser usada como "instrumento de censura"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

O juiz Sérgio Moro elogia novamente as "manifestações que levaram milhões às ruas" e questiona, indignado: não foi o suficiente?

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Moro compara a Lava Jato a operação mãos limpas mas diz que o sistema político (na Itália) "foi mais forte"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Presidente da editora Globo, Frederic Kachar, fala em "via de mão dupla": a Justiça ajuda jornalistas e vice-versa, em sua opinião

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Moro diz que não há exagero por parte da imprensa na Lava Jato, e que cabe ao leitor discernir

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Perguntado se não há risco de se "passar por cima do amplo direito de resposta", Moro diz que prisões cautelares foram "excepcionais"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Pela quarta vez em menos de uma hora Sergio Moro elogia as manifestações "contra a corrupção" e lamenta que elas "não foram suficientes"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Encerrando a palestra e entrevista, Sérgio Moro diz esperar que o "quadro de corrupção sistêmica" pode acabar, mas há que se ter ceticismo

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Plateia de executivos de editores de revistas aplaude de pé o juiz da Lava Jato. Fim do relato

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

Moro deu uma coletiva-relâmpago pós evento. Basicamente repetiu suas críticas ao direito de resposta é disse que "pode virar censura"

— Lino Bocchini (@linobocchini) November 23, 2015

 

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Manifestante em protesto pelo impeachment de Dilma, no Rio de Janeiro (Tasso Marcelo/ Fotos Públicas)

 

* Leia mais sobre a apresentação de Sergio Moro na edição impressa de CartaCapital que começa a circular nesta sexta-feira 27 de novembro,