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Política

Democratização da mídia

Erundina: “a reforma da mídia é mais importante que a reforma agrária”

por Camilla Feltrin — publicado 06/11/2015 05h16
Em meio aos esforços para lançar um novo partido, a deputada critica ainda o PT e os movimentos sindicais, que teriam sido “domesticados”
Facebook / Luiza Erundina
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Erundina: “Parte da crise deste momento do país é a desmobilização da sociedade civil”

Para a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), a reforma e a democratização dos meios de comunicação no Brasil são “mais importantes que a reforma agrária e urbana” pois, segundo ela, “no dia em que se fizer a reforma e a democratização das comunicações sociais no Brasil, teremos força política para fazermos todas as outras reformas estruturais que o Brasil deve à sociedade brasileira.”

A parlamentar participou de um seminário para discutir a dívida pública brasileira, realizado no último final de semana em São Paulo, e falou também sobre o quadro político em Brasília. “Parte da crise deste momento no país é a desmobilização da sociedade civil”, afirmou.

Ex-prefeita de São Paulo pelo PT entre 1989 e 1992, Erundina creditou o problema também a uma desmobilização de alguns setores. “Se domesticou o movimento sindical, inclusive, por governos ditos democratas populares, caso do Partido dos Trabalhadores e as esquerdas do país. Hoje não se tem mais oposição sindical, situação sindical. O 1º de maio nós sabemos como é celebrado. É com festas, shows muito caros, sorteio de automóveis e apartamentos”.

Prestes a completar 81 anos, Luiza Erundina revelou ainda que começará a coletar assinaturas para a criação de um novo partido do qual fará parte, o Raiz Movimento Cidadanista. O começo da coleta será no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (RS), em janeiro de 2016. Serão necessárias quase 500 mil assinaturas para criar o que seria o 35º partido brasileiro.

A nova agremiação política é uma dissidência da Rede, encabeçada por Marina Silva, e surgiu após a ex-ministra apoiar o candidato tucano Aécio Neves no segundo turno presidencial, em 2014.

Erundina afirma que a nova agremiação é de esquerda e adepta do “eco-socialismo”: “a ideologia que permeia essa organização é o socialismo atualizado na sustentabilidade, na questão ecológica ambiental e preservação da natureza”.