Você está aqui: Página Inicial / Blogs / Feminismo pra quê? / Mais cidades aderem ao "Mulher, Viver Sem Violência"

Política

Atendimento

Mais cidades aderem ao "Mulher, Viver Sem Violência"

por Nádia Lapa — publicado 27/08/2013 19h43, última modificação 28/08/2013 09h15
"Casa da Mulher Brasileira", espaço multidisciplinar para vítimas de violência, será construída em São Paulo. A previsão é cada capital ter um centro de referência
Edson Lopes Jr.
casa mulher brasileira

Alckmin assina a adesão ao programa Mulher, Viver sem Violência, ao lado da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci de Oliveira

Uma das dificuldades mais importantes no atendimento à vítima de violência é a falta de informação e, em situações mais graves, de um local para a sobrevivente ficar. Há diversos casos em que a vítima precisa deixar o próprio lar, com os filhos, para fugir da situação de abuso.

Pensando nisso, a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) lançou o programa "Mulher, Viver sem Violência" em março deste ano.

Na segunda-feira 26, o governo do estado de São Paulo aderiu ao programa, e foi anunciada a construção de uma "Casa da Mulher Brasileira" na região do Cambuci. Tais espaços, previstos para cada capital do país, terão os serviços de delegacias especializadas de atendimento à mulher (DEAM), juizados e varas, defensorias, promotorias, equipe psicossocial (psicólogas, assistentes sociais, sociólogas e educadoras, para identificar perspectivas de vida da mulher e prestar acompanhamento permanente) e equipe para orientação ao emprego e renda.

Em São Paulo, a casa terá 20 camas e o mesmo número de berços, além de espaço de convivência e brinquedoteca. Assim, a mulher em situação vulnerável poderá morar com os filhos na Casa, durante 30 dias, tempo em que será atendida inclusive para estresse pós-traumático, além de fazer cursos para geração de renda.

A Casa da Mulher Brasileira, no entanto, não servirá apenas para a moradia das sobreviventes, mas também terá atendimento para vítimas de violência física e sexual. A ideia é concentrar os serviços no mesmo local, com a coleta de material para exames do IML, se for o caso, para evitar que a vítima passe pelo constrangimento de procurar diversos órgãos públicos separadamente. Recontar a história de violência várias vezes pode ser traumatizante (e exaustivo) para muitas vítimas, o que as faz acabar desistindo de ir em frente com a denúncia.

Cada casa terá o custo de 4,3 milhões de reais, incluindo construção, equipamentos, mobiliário e transporte. A previsão de atendimento é de 200 pessoas ao dia. O custo total do projeto, contando com cinco campanhas educativas, é de 265 milhões de reais. O governo federal pretende inaugurar as primeiras Casas em 8 de março do ano que vem.

Na quinta-feira 29, será a vez da Bahia em aderir ao programa. Uma cerimônia com a presença do governador do estado, Jaques Wagner (PT-BA), o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), e a ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, firmará o convênio.