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Política

Suspeita

Documento de executivo da Camargo Corrêa cita “taxa” em obra de SP

por Henrique Beirangê publicado 18/09/2015 17h21
Relatório da PF destaca taxa de 5,6% que teria sido cobrada na melhoria da calha do rio Tietê, em São Paulo
Wilson Dias / Agência Brasil
Dalton Avancini

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A Camargo Corrêa se encontra praticamente livre da Operação Lava Jato depois de ter assinado um acordo de leniência com o Ministério Público Federal e um termo de cessação com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Seu executivos, com exceção de João Auler, fizeram delações premiadas e tiveram as condenações reduzidas a cumprimento de pena em regime domiciliar.

No entanto, um exame detalhado nas buscas e apreensões em documentos encontrados na casa do ex-presidente da empresa, Dalton dos Santos Avancini, mostra que se houver interesse dos órgãos de investigação de São Paulo, ainda há muita lenha para queimar. 

Um deles se encontra no relatório 304/2015 da Polícia Federal. Em um dos arquivos encontrados no computador de Avancini foram identificadas seis planilhas relacionadas à ampliação e ao rebaixamento da calha do rio Tietê, em São Paulo, obra do governo do estado.

Entre as várias colunas, o perito da PF destaca que chama a atenção uma “taxa” de 5,6% sobre o valor total da proposta destinada à administração central.

Os cinco lotes da fase II das obras foram vencidas pelas empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Camargo Correa, todas investigadas na Lava Jato. A melhorias da calha do rio foram feita em duas fases ao custo de 1,1 bilhão de reais, cerca de 70% superior ao previsto em 2002, quando era estimado em 688 milhões.

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