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Política

13 de Março

Brasília reúne 100 mil manifestantes por impeachment de Dilma, diz PM

por Rodrigo Martins publicado 13/03/2016 14h40, última modificação 13/03/2016 15h06
Estrela do ato, Sérgio Moro, o juiz da Lava Jato, recebeu numerosas mensagens de apoio em faixas, adesivos e camisetas com sua foto
Wilson Dias/Agência Brasil

Com direito a “Ola” no gramado do Congresso, cerca de 100 mil manifestantes se reuniram em Brasília para pedir o impeachment de Dilma Rousseff, segundo estimativas da Polícia Militar.

O protesto, que começou a dispersar por volta do meio dia, é o maior realizado na capital federal contra o governo desde o início do segundo mandato da presidente, conforme os balanços divulgados pela PM após os protestos anti-Dilma.

Os manifestantes começaram a se concentrar perto do Museu da República ainda às 9h. Para se destacar em meio à multidão de verde e amarelo, muitos recorreram a fantasias carnavalescas. Multiplicaram-se, por exemplo, as máscaras do “Japonês da Federal”.

O “Pixuleco”, boneco inflável que representa o ex-presidente Lula como presidiário, também estava presente – tanto o original de mais de 10 metros de altura quanto as numerosas cópias em miniatura.

Em frente ao Congresso, manifestantes alinharam-se para formar a frase “Fora, Dilma”. Em coro, entoaram o hino nacional repetidas vezes,  seguidos de gritos “Fora PT” e insultos contra políticos do partido.

Bolsonaro e Sérgio Moro no pedestal
Ao chegar ao Museu da República na manhã deste domingo, o deputado Jair Bolsonaro, do PP fluminense, foi recepcionado por manifestantes aos gritos de “Bolsonaro Mito”. O parlamentar que sempre presta homenagens à ditadura no dia 31 de março, aniversário do golpe de 1964, mal conseguia se locomover diante dos insistentes pedidos de selfie.

Protesto em Brasília 2
Segundo estimativas da PM, ato reuniu 100 mil manifestantes. Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil
A grande estrela do dia foi, porém, o juiz federal Sergio Moro, que comanda o processo da Operação Lava Jato, dedicada à apuração do esquema de corrupção na Petrobras. “Somos todos Moro”, diziam diversas faixas espalhadas pela Esplanada dos Ministérios. Muitos vestiram camisetas e adesivos com a foto do magistrado paranaense.

Clima tenso, mas sem incidentes
Na sexta-feira 11, o presidente do PT no Distrito Federal, Roberto Policarpo, informou a decisão de cancelar o ato que realizaria neste domingo, em frente à Torre de TV, para defender o mandato de Dilma.

O governo do Distrito Federal proibiu a realização do protesto petista para evitar confrontos entre grupos políticos rivais. “Mesmo entendendo que não há nenhuma ilegalidade na realização do ato, decidimos pelo seu cancelamento, para não expor os manifestantes a situação de insegurança”, comunicou Policarpo.

Atendendo a um apelo do Planalto, o Diretório Nacional do PT já havia aconselhado militantes da legenda a não fazerem atos neste domingo.

Cerca de dois mil policiais foram destacados para garantir a segurança nas ruas de Brasília. A PM está orientada a fazer revistas pessoais com detectores de metais nos pontos de acesso e em trechos do trajeto. Os participantes não podem portar objetos de vidro, instrumentos cortantes, fogos de artifício ou hastes de bandeiras, por exemplo.

Por temer confrontos, manifestantes pró-impeachment carregaram bexigas brancas com a mensagem “Paz”. Até às 13 horas, segundo a PM, não houve registros de brigas ou incidentes relevantes no protesto.