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Política

Propaganda na internet

Skaf entra com ação contra Alckmin por publicidade paga no Facebook

por Redação — publicado 23/07/2014 19h14, última modificação 23/07/2014 19h19
Segundo a equipe de campanha do candidato, página do governador de São Paulo passou de 100 mil curtidores para 320 mil
Reprodução/Facebook

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, entrou com uma ação judicial contra o governador do Estado e candidato à reeleição pelo PSDB, Geraldo Alckmin, e o Facebook. A equipe de campanha de Skaf divulgou um comunicado à imprensa, nesta quarta-feira 23, em que afirma que o tucano fez uso de publicidade paga para aumentar seu número de seguidores na rede social, o que burlaria a legislação eleitoral.

Segundo a equipe de Skaf, o governador de São Paulo aumentou exponencialmente o número de pessoas que curtem sua página ao postar conteúdo pago. Com isso, as pessoas que curtiram a página do tucano, antes do período eleitoral, começaram a receber agora links, informações e propaganda sobre as eleições para o cargo. Ainda de acordo com o PMDB, Alckmin tinha aproximadamente 100 mil curtidas em sua página antes da publicidade patrocinada e agora são 320 mil.

“O aumento no numero de curtidores foi brutal, ressaltam os advogados, ‘muito acima do que é esperado para quem não usa links patrocinados’. Em dezembro do ano passado, Alckmin tinha 100 mil seguidores e no curto espaço de seis meses atingiu 320 mil. Para chegar nos 100 mil demorou quatro anos”, diz o texto enviado pela assessoria de imprensa.

Com a ação, Skaf quer saber “quais links e posts foram patrocinados, quanto foi gasto com isso, quem pagou e quantas pessoas curtiram a página de Alckmin por terem clicado no link patrocinado”. A partir desses números, a equipe de campanha avalia que “será possível descobrir em quanto o esquema conseguiu aumentar artificialmente o número de curtidores da página do governador”.

Além disso, a coligação pretende que a Justiça determine ao Facebook que retifique o número de curtidas, passando a contabilizar somente curtidores registrados sem uso de links patrocinados. O Facebook oferece a possibilidade de que seus usuários paguem para que as postagens sejam vistas por mais pessoas. Mas, no que diz respeito a candidatos, a legislação eleitoral poderia prever aplicação de multa. A reportagem procurou a assessoria de imprensa de Alckmin, mas não recebeu nenhuma resposta até o momento. O Facebook, por sua vez, comentou que não vai se pronunciar sobre "casos específicos".