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Política

Eleições 2014

Programa de Dilma compara Marina a Collor e Jânio

por Redação — publicado 02/09/2014 15h58, última modificação 09/09/2014 18h17
Campanha da petista chama a candidata do PSB de "salvadora da pátria" e questiona seu apoio político
Reprodução do YouTube / Folhapress

O programa levado ao ar pelo PT no horário eleitoral na tarde da terça-feira 2 fez um ataque direto à candidatura de Marina Silva, ao comparar a candidata do PSB aos ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor e chamá-la de "salvadora da pátria".

Na parte final, o programa tenta atingir a tese da "nova política" de Marina Silva e incutir no eleitor o medo de que a eleição da ex-senadora possa representar uma crise institucional. Após o apresentador afirmar que Dilma "tem força política para realizar os seus projetos" e que ninguém "governa sozinho", surge uma série de gráficos para mostrar o apoio a Marina em um eventual governo.

Segundo a campanha petista, Marina teria hoje o apoio de 33 deputados federais, sendo necessários 308 para aprovar uma Emenda Constitucional. "Como é que você acha que ela vai conseguir esse apoio sem fazer acordos?", questiona o locutor. "Será que ela quer? Será que ela tem jeito para negociar?"

Em seguida, o locutor afirma que o Brasil elegeu duas vezes "salvadores da pátria" e indica, por imagens, se referir a Jânio Quadros, eleito em 1961, e Fernando Collor, hoje integrante da base aliada petista, eleito em 1989. O locutor, então, encerra a crítica a Marina, afirmando que "sonhar é bom, mas eleição é hora de botar o pé no chão e voltar à realidade".

Os ataques diretos de Dilma a Marina se dão em um momento de crescimento da candidata do PSB nas pesquisas eleitorais. Mesmo sem tempo de tevê e com poucos aliados expressivos, Marina Silva empatou com Dilma Rousseff nos levantamentos mais recentes e ameaça sua reeleição ao liderar com folga no segundo turno. No debate do SBT, a candidata petista colocou a estratégia em prática, criticou Marina e afirmou que, "sem apoio no Congresso, não é possível assegurar um governo estável, um governo sem crises institucionais".