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Política

Eleições 2014

Ao lado de Aécio, Paulinho diz que Dilma deveria ser presa

por Redação — publicado 01/05/2014 16h20, última modificação 01/05/2014 19h48
O palanque da Força Sindical, com o pré-candidato do PSDB e Campos (PSB), virou ato contra a presidenta; o tucano chegou a "contracenar" com humorista do Pânico
Adriano Vizoni/Folhapress
Aécio e humorista do Pânico

Aécio subiu no palco ao lado de humorista do programa Pânico na Band (TV Bandeirantes), que estava caracterizado como Dilma

Em janeiro, quando declarou seu apoio à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, disse que faria "de tudo para tirar o PT do poder". Nesta quinta-feira 1º, durante festa pelo Dia do Trabalho promovida em São Paulo pela central sindical, Paulinho, deputado federal pelo Solidariedade (SP), mostrou estar mesmo disposto a ir longe, e sugeriu a prisão da presidenta Dilma Rousseff (PT).

"O governo que deveria dar exemplo está atolado na corrupção. Se fizer o que a presidente Dilma falou ontem, quem vai parar na Papuda é ela", afirmou Paulinho segundo a Folha de S.Paulo, ao citar "roubos" na Petrobras, estatal envolvida em inúmeras denúncias nas últimas semanas. Aparentemente, o deputado fez uma referência ao discurso de Dilma na noite de 30 de abril, no qual ela prometeu, entre outras coisas, combater a corrupção. A Papuda é o presídio no Distrito Federal onde estão presos os condenados no caso do "mensalão" do PT.

Ao lado do senador Aécio Neves (PSDB), que recebeu a promessa de apoio incondicional do sindicalista para a campanha presidencial, Paulinho chamou ao palco um humorista do programa Pânico, da TV Bandeirantes, caracterizado como a presidenta.
"Todos os anos, nós convidamos todos os candidatos a presidente para o palco. Neste ano, só teve coragem o Aécio, que não mandou representante. Veio ele mesmo. Quer dizer, a Dilma também veio, mais feia que o diabo", anunciou. "Vocês viram a banana que jogaram no Daniel Alves? Quem merece uma banana é ela. Quem aí sabe fazer o gesto da banana? Vamos dar uma banana para a Dilma. Toma aqui, presidente!", completou. Na sequência, Aécio, tomando o microfone, empurrou para longe a imitação da presidenta. "Já era. Aqui você não volta mais", afirmou.

O tucano também citou o pronunciamento de Dilma, mas criticou o fato de ela ter usado o espaço oficial para anunciar o reajuste de 10% no Bolsa Família e a medida provisória que corrigirá a tabela do imposto de renda. Aécio afirmou que o pronunciamento foi um "momento patético" e que Dilma fez "proselitismo político". De maneira mais comedida, o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), outro candidato ao Planalto, fez crítica semelhante à de Aécio. "O que nós vimos foi mais uma fala eleitoral do que a fala de presidente da República", disse. "O fato da presidente anunciar o aumento do Bolsa Família é uma maneira de reparar as perdas da inflação que ela mesmo deixou acelerar", afirmou.

Dilma foi representado no ato da Força Sindical pelos ministros Manoel Dias (Trabalho) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência). Dias criticou a fala de Paulinho da Força e afirmou que ele não precisava "ter ofendido" a presidenta. Carvalho, por sua vez, disse não levar a sério a fala do deputado federal. E criticou o PSDB de Aécio Neves. "A Petrobras que eles estão criticando e falando mal, que o FHC tentou privatizar, hoje é a grande empresa do país que eles querem tentar destruir para privatizar depois em um eventual governo deles, que não virá", afirmou Carvalho.

*Com informações da Rede Brasil Atual