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Política

São Paulo

Padilha tem o dobro da rejeição que Haddad tinha nas eleições de 2012

por Redação — publicado 12/08/2014 12h28, última modificação 18/08/2014 15h30
Na mesma etapa da eleição, prefeito de São Paulo tinha apenas 12% de rejeição entre o eleitorado, menos da metade do número do ex-ministro da Saúde
Paulo Pinto/Analítica
Padilha e Haddad

Alexandre Padilha (esq.) é pouco conhecido assim como o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, era em 2012

A ideia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lançar candidatos petistas pouco conhecidos pela população gerou bons resultados no início, mas é um trunfo que pode ter se esgotado rapidamente. Nomes como o do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e da própria presidenta Dilma Rousseff superaram uma barreira encontrada por líderes tradicionais do partido, como Marta Suplicy e Aloizio Mercadante.

A mesma tática foi usada no lançamento da candidatura de Alexandre Padilha ao governo do estado de São Paulo, na esperança de que, enfim, o PT pudesse desalojar o PSDB no estado. As últimas pesquisas de intenção de voto mostraram um detalhe que pode dificultar a repetição do feito. Apesar de pouco conhecido, o ex-ministro da Saúde tem mais rejeição do que o próprio governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB-SP). A última pesquisa Datafolha feita no Estado mostra que 26% dos entrevistados não votariam de jeito nenhum no petista. Enquanto isso, Alckmin é rejeitado por apenas 19% dos consultados pelo instituto.

Para se ter uma ideia, em julho de 2012, quando o horário eleitoral ainda não havia começado, Haddad tinha apenas 12% de rejeição entre o eleitorado de São Paulo, menos da metade do que Padilha já tem na mesma etapa da eleição. Ainda que seja cedo para dizer se o petista vai crescer e superar os 4% de intenção de voto que tem alcançado até agora, como aconteceu com seus colegas de partido nas outras eleições, este é um obstáculo que pode travar a escalada do candidato de Lula.