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Política

Eleições 2014

Arruda diz que foi derrubado no tapetão pelo PT

por Redação — publicado 13/09/2014 13h38, última modificação 14/09/2014 10h54
Ficha suja, o candidato desistiu de concorrer ao governo do Distrito Federal e pode abandonar a vida pública

*Atualizado às 10h54 de 14/09/2014.

Após a recente derrota no Tribunal Superior Eleitoral, José Roberto Arruda, do PR, desistiu de disputar as eleições para o governo do Distrito Federal. Durante um comício na tarde no sábado 13, ele anunciou que Jofran Frejat assumirá a cabeça da chapa ao lado de Flávia Peres, mulher do ex-governador, como vice. O evento contou com a participação de aliados, entre eles o ex-governador Joaquim Roriz e do ex-senador Luiz Estevão.

Arruda classificou a decisão da Justiça Eleitoral de negar seu registro de candidatura como um “ato de iniquidade”. “Hoje o que se vê no país é a excepcionalidade da aplicação da lei justamente no meu caso porque o PT resolveu ganhar no tapetão”, provocou o ex-governador, que promete empenhar-se pela eleição de Frejat, seu substituto na corrida eleitoral. Mencionou ainda a disposição de abandonar a vida pública, ao dizer que aquele discurso seria “provavelmente o derradeiro” de sua carreira.

Por seis votos a um, o TSE rejeitou, na quinta-feira 11, um recurso apresentado por Arruda e manteve indeferido o seu registro de candidatura. Apesar da decisão desfavorável, o ex-governador pretendia manter-se na disputa até o julgamento de um novo recurso pelo Supremo Tribunal Federal.

Acabou cedendo aos apelos de aliados, temerosos de um grande revés eleitoral caso Arruda fosse retirado da disputa após 15 de setembro, prazo máximo estipulado pelo TSE para a substituição de candidatos pelas chapas. Decidiu, então, abdicar dos planos de recondução ao Palácio do Buriti, sede do governo distrital.

Arruda teve a candidatura indeferida com base na Lei da Ficha Limpa. O ex-governador foi condenado por improbidade administrativa nos desdobramentos da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que desarticulou um esquema de corrupção que ficaria conhecido como “mensalão do DEM”.

De nada adiantaram as manobras para tentar anular a sentença. Na terça-feira 9, o Superior Tribunal de Justiça confirmou a condenação, o que torna Arruda inelegível nestas eleições.

Mesmo com a ficha suja, o ex-governador liderava a disputa no Distrito Federal, com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira 10. Agnelo Queiroz, do PT, e Rodrigo Rollemberg, do PSB, apareciam tecnicamente empatados no segundo lugar, com 19% e 18%, respectivamente.

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