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Política

Em entrevista na Record, Marina diz que Dilma vai perder as eleições

por Redação — publicado 08/09/2014 21h19
Candidato do PSB mostrou ter certeza da "mudança" em outubro: "Sociedade brasileira vai tirar Dilma Rousseff do governo"
Reprodução
Marina Silva no Jornal da Record

Marina teve de responder apenas com ‘sim’ ou ‘não’ sobre temas polêmicos, como redução da maioridade penal, legalização do aborto e criminalização da homofobia

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, demonstrou nesta quarta-feira 8 ter certeza de que irá vencer as eleições presidenciais em outubro. Em entrevista ao Jornal da Record, ao ser se questionada se irá reajustar o preço da conta de luz e da gasolina caso seja eleita, a ex-ministra disse que “a sociedade brasileira vai tirar” a presidenta e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), do governo.

“O atual governo levou nosso País a uma situação de muita dificuldade econômica. A presidente que foi eleita disse que ia controlar a inflação, fazer o País crescer e baixar o juros. [Dilma] vai entregar o País com juros altos, crescimento baixo e inflação acima do teto da meta”, afirmou antes de ser enfática. “Ela já sinalizou que vai começar a fazer o ajuste no preço da gasolina. Inclusive, [Dilma] chegou a dizer que vai fazer mudança sua equipe econômica. Obviamente que agora é tarde porque quem vai fazer mudança é a sociedade brasileira que vai tirar Dilma Rousseff do governo”, complementou.

Além disso, Marina teve de responder apenas com ‘sim’ ou ‘não’, antes de breve explicação, sobre temas polêmicos, como redução da maioridade penal, legalização do aborto e criminalização da homofobia. Ela se posicionou contra a interrupção da gravidez e a punição criminal de menores infratores, mas evitou ser taxativa sobre a possibilidade de transformar o preconceito contra homossexuais em crime.

“Não devemos aceitar qualquer forma de preconceito em relação a quem quer que seja”, respondeu Marina antes de ser interrompida pela âncora do jornal. “Mas deve ser crime, sim ou não?”, enfatizou a apresentadora. “Se for praticada como discriminação a uma pessoa pela sua orientação pessoal, não deve ser tolerado pela Justiça”, concluiu.

Por fim, a candidata também foi questionada sobre as de denúncias de que seu ex-colega de chapa, o ex-governador Eduardo Campos, que morreu em acidente aéreo em agosto, estaria envolvido em um esquema de desvio de verbas públicas da Petrobras. Ela deu a entender, no entanto, que tratam-se apenas de acusações e não “fato determinado”.

“Em primeiro lugar, é uma citação. Na matéria, não tem nenhum fato determinado. Em segundo lugar, o processo está em investigação. O que nós queremos é que as investigações sejam feitas e que aqueles que são culpados sejam punidos e os inocentes, sejam inocentados. Não temos nenhum constrangimento com inverdades. Queremos a verdade”, disse.