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Política

Eleições 2014

Dilma apoia "plebiscito" por Constituinte e reforma política

por Redação — publicado 02/09/2014 18h11, última modificação 03/09/2014 13h40
A presidenta e candidata do PT disse que vai votar na consulta informal e receber propostas dos movimentos sociais sobre mudanças no sistema político-partidário
Ichiro Guerra / PT
Lula e Dilma

Lula e Dilma durante ato de campanha em São Bernardo do Campo (SP), nesta terça-feira 2

A presidenta Dilma Rousseff (PT) anunciou, na terça-feira 2, seu apoio ao "plebiscito popular" que será realizado até o dia 7 com o intuito de verificar se a população deseja ou não a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para realizar a reforma política. A intenção da mobilização é demonstrar o desejo popular por mudanças no sistema político e pressionar o poder público a convocar um plebiscito oficial sobre a reforma política.

“Pela importância da reforma política, por tudo o que ela carrega, pelo fato de ser necessária uma transformação de todas as instituições, a participação popular é questão fundamental. Sem ela não se fará reforma política no Brasil”, afirmou Dilma durante caminhada em São Bernardo do Campo (SP).

Dilma afirmou que vai participar, inclusive, da votação do "plebiscito popular" no dia 7 de setembro e receberá as propostas dos movimentos sociais para reforma política. “É uma questão fundamental para o futuro do nosso país. Se nós queremos de fato um processo democrático, e que este processo democrático resulte em transformações no nosso país, que garantam uma governabilidade muito melhor, mais efetiva, precisamos da reforma política”, defendeu Dilma.

Em meio à crise provocada pelas manifestações de junho de 2013, Dilma lançou a possibilidade de uma Constituinte exclusiva para a reforma política, mas a ideia não saiu do papel.

A atual proposta do "plebiscito popular" é apoiada por mais de 400 movimentos sociais, entidades e partidos, entre eles PT, PCdoB, correntes do PSOL, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento do Sem Terra (MST), CUT, pastorais e ONGs. Para críticos da Constituinte exclusiva, o dispositivo é temerário, pois ele abre um precedente de que a Constituição, ou parte dela, possa ser modificada sem passar pela via tradicional – as propostas de emenda constitucional por parte do Congresso.