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Política

Eleições 2014

Fundador do Partido Militar será candidato pelo PR, aliado de Dilma

Apesar de se considerar parte da oposição, o fundador do Partido Militar Brasileiro adere à base aliada ao governo
por Paloma Rodrigues — publicado 02/07/2014 15h13, última modificação 02/07/2014 16h22
Reprodução / PMB

Sem conseguir o número de assinaturas necessárias para a fundação do Partido Militar Brasileiro (PMB), Augusto Rosa, conhecido como Capitão Augusto, resolveu lançar sua candidatura a deputado federal pelo Partido da República (PR). Parte da base aliada ao governo, o PR apoia a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, alvo de duras críticas da cúpula Partido Militar. Nada que afete a candidatura do Capitão Augusto.

“Nós [do PMB] não fazemos alianças, apoiamos pessoas", diz ele. "Para presidente, apoiaremos a candidatura do Pastor Everaldo (PSC), para o governo de São Paulo fechamos nosso apoio a (Paulo) Skaf (PMDB) e hoje mesmo nos reuniremos com o Kassab (PSD) para apoiá-lo para o Senado”, afirmou o Capitão Augusto, presidente de honra e fundador do PMB.

O Capitão, que tenta pela quarta vez um mandato como deputado federal (nas outras concorreu por PDT, PV e PSB) foi convidado por seis legendas para lançar sua candidatura. “Escolhi o PR porque me identifiquei com seu projeto para a área de segurança”, afirma o deputado, além de ter sentido que a composição do partido em São Paulo é formada por pessoas “íntegras e honestas”.

Segundo Rosa, o PR entendeu sua posição de não apoiar a base do governo e seus projetos. “Eles entendem minha posição de presidente de um partido em formação”, diz. “Hoje, temos mais de mil diretórios nacionais, eu não posso endossar uma candidatura que vai contra o meu partido.” Como contrapartida, o PR dá como certa a eleição do capitão para deputado e sua soma de votos ainda pode angariar votos para a legenda. “Eles me consideram praticamente eleito”, aponta.

A linha partidária do PMB vai contra as políticas sociais implementadas pelo PT, sendo a principal delas o Bolsa Família. “Eu fico preocupado com o pão e circo. O pão é o Bolsa Família, uma política indiscriminada de compra de votos, e o circo é a Copa do Mundo”, diz. Em entrevista à CartaCapital em setembro passado, Rosa explicou as principais diretrizes do PMB, que pretende ser fundada em outubro desde ano com a legenda 99. Entre as principais propostas do partido estão a redução da maioridade penal, a liberação do porte de armas e a instituição da prisão perpétua.