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Política

Lava-Jato

Costa cita doação a Gleisi Hoffmann, diz jornal

por Redação — publicado 19/10/2014 10h26, última modificação 19/10/2014 10h32
A senadora do PT e seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, negam ter recebido dinheiro desviado da estatal
Wilson Pedrosa / Fotos Públicas
Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann (PT) durante votação em 5 de outubro. Ela disputou o governo do Paraná pelo PT

Botão Eleições 2014Mais um trecho da delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa foi revelado. Segundo reportagem de O Estado de S.Paulo, em 2010, a campanha ao Senado da ex-chefe da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT) recebeu 1 milhão de reais do esquema de desvios da estatal. Aos procuradores envolvidos na investigação, o delator teria dito que a solicitação para "ajudar na candidatura" foi feita por Alberto Youssef.

À época, o marido de Hoffmann a candidata, o também petista Paulo Bernardo, hoje ministro das Comunicações, ocupava o cargo de ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o depoimento revelado pelo jornal, o repasse feito à campanha de Hoffmann "se comprova" por uma anotação na agenda pessoal de Costa apreendida pela Polícia Federal em 20 de março, três dias após a deflagração da Operação Lava Jato. Consta na agenda a seguinte inscrição: "PB 0,1".

De acordo com Costa, o significado do apontamento na agenda é o repasse à campanha da esposa de Bernardo. O petista atualmente não foi o primeiro paranaense da sigla a ser citado no escândalo. Em março, assim que foi deflagrada, a Lava Jato revelou intensa comunicação entre o doleiro Alberto Youssef e o deputado André Vargas (PT), então vice-presidente da Câmara dos Deputados.

Questionados pela reportagem, o casal negou qualquer tipo de repasse à campanha efetuado por Youssef e Costa. Segundo a ex-ministra, todas doações para sua campanha foram declaradas. Na nota, Gleisi diz não conhecer nem Youssef nem Costa. Já Bernardo fiz que esteve com Youssef uma única vez durante depoimento dele na CPI do Banestado. Sobre a doação a sua esposa, o ministro disse: "Chance zero disso ter acontecido, em hipótese alguma."