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Política

Em SP, Aécio visita maçons e defende redução do número de partidos

por Renan Truffi publicado 11/04/2014 01h15, última modificação 11/04/2014 03h46
Ao lado de grãos-mestres, mais alto grau da ordem, o senador discursou e deu o tom de quais devem ser suas principais propostas de campanha
Renan Truffi/Carta Capital
Aécio Neves visita maçons em São Paulo

Pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves (centro) mostrou familiaridade no "trono" do templo, ao lado de grãos-mestres

De passagem por São Paulo, o pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves, foi convidado na noite desta quinta-feira 11 para dar uma palestra na Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, onde estiveram membros de três grupos de maçons. E o tucano mostrou familiaridade com a linguagem e os valores dos “irmãos”, como se referiu aos presentes. Ao lado de grãos-mestres, mais alto grau da ordem, o senador discursou e deu o tom de quais devem ser suas principais propostas de campanha.

“Eu apresentarei na campanha de três a quatro temas da reforma política que serão entregues no Congresso Nacional no primeiro dia de trabalho da assembleia legislativa. Lá atrás derrubaram uma proposta que elaboramos chamada cláusula de barreira. Diz o seguinte: você pode criar um partido político, é livre a criação. Mas o funcionamento do partido, com acesso ao fundo partidário e ao tempo de televisão demanda o quê? A existência desse partido político no seio da sociedade. Tem que representar alguma coisa e não o interesse de um grupo pequeno de pessoas. Então, para ter acesso a esses benefícios, o partido teria que ter ao menos 5% dos votos na Câmara Federal e pelo menos 3% em nove estados. Se aplicássemos isso no Brasil, teríamos hoje em torno de seis partidos funcionando. Adequado. Democrático. Isso não acontece hoje, temos mais de 20 partidos, e a dificuldade para aprovação de questões relevantes”, criticou.

Mas foi quando defendeu o voto distrital misto (combinação do voto proporcional e voto majoritário), o fim das coligações proporcionais e da reeleição foi que o senador arrancou aplausos dos maçons. “A atual presidente acabou por desmoralizar esse mecanismo (reeleição) no momento em que, há mais de um ano, não tem agenda de presidente e sim agenda de candidata”, cutucou.

A salva de palmas apareceu também no momento da palestra em que Aécio Neves falou que iria tentar aprovar uma proposta do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) para reduzir a maioridade penal no País. “Em caso de crimes graves, ou seja aqueles com reincidência, o juiz vai poder antecipar a maioridade penal para jovens com mais de 16 anos”, defendeu.

Nos poucos mais de 40 minutos de palestra, o senador ainda lembrou suas ações à frente do governo de Minas Gerias, estado do qual foi governador, sempre exaltando as parcerias público-privadas, os bônus para professores na educação e as metas impostas dentro da máquina pública. "Tenho convicção de que o Brasil pode ser administrado com metas", resumiu depois de defender menos intervenção do Estado. Ao final, ganhou apoio dos líderes maçons, que disseram querer "mudança". Apesar da clara empatia com o tucano, a organização confirmou que dará a mesma oportunidade para o pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, mas não mencionou a possibilidade de um convite para a presidente Dilma Rousseff.

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