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Política

Eleições 2014

Aécio acusa Marina Silva de plágio e PSB rebate

por Redação — publicado 03/09/2014 13h59
Tucano afirma que programa de governo da ex-senadora plagiou pontos do Plano Nacional de Direitos Humanos, do governo FHC. Incorporação é natural, diz PSB
Orlando Brito/ Coligação Muda Brasil e Alexandre Severo/ PSB

CartaCapitalO candidato à presidência da República Aécio Neves (PSDB) acusou a candidata do PSB Marina Silva de plágio em seu programa de governo no campo dos direitos humanos, nesta terça-feira 2. Segundo o tucano, Marina copiou trechos do Plano Nacional de Direitos Humanos, de 2002, do governo Fernando Henrique Cardoso. "É uma cópia fiel do PNDH feito no governo Fernando Henrique. Não se teve o cuidado sequer de alterar palavras", afirmou Aécio.

A resposta da campanha da Rede e do PSB veio nesta quarta-feira 4, afirmando que as propostas eram um consolidado das "diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas que representam o acúmulo das reflexões do conjunto do Movimento Nacional de Direitos Humanos" e que, portanto, "naturalmente incorpora essas conquistas e propostas que fazem parte do patrimônio coletivo das lutas do nosso povo pela efetividade dos direitos humanos".

Leia a íntegra da nota de esclarecimento da campanha de Marina Silva:

A propósito das maliciosas acusações feitas pela candidatura Aécio Neves à seção de direitos humanos do nosso programa de governo, cumpre-nos esclarecer:

1. Nossas propostas na área de direitos humanos estão em absoluta sintonia com as reivindicações históricas do Movimento Nacional de Direitos Humanos;

2. As sucessivas edições do Programa Nacional de Direitos Humanos (versões de 1996, de 2002 e de 2010) consolidaram diretrizes, objetivos estratégicos e ações programáticas que representam o acúmulo das reflexões do conjunto do Movimento Nacional de Direitos Humanos;

3. Nosso programa, construído com a participação da nossa militância em direitos humanos, naturalmente incorpora essas conquistas e propostas que fazem parte do patrimônio coletivo das lutas do nosso povo pela efetividade dos direitos humanos;

4. Pretender invocar autoria ou monopólio sobre essas propostas nada mais significa do que tentar instrumentalizar eleitoralmente a luta da militância do movimento de direitos humanos;

5. Os que incorrem nesta tentativa de manipulação eleitoreira desnudam-se em sua falta de vínculos com o movimento de direitos humanos que já foi capaz de produzir tantos avanços para o povo brasileiro. Tentam fulanizar e partidarizar conquistas tanto quando estavam no governo quanto agora que se encontram na oposição;

6. Essas conquistas e bandeiras não são de partidos ou personalidades. Pertencem ao povo brasileiro e vão ter continuidade no futuro governo da Coligação Unidos pelo Brasil. Por isso, nosso programa de governo expressa o compromisso com o grande acúmulo de reflexões dos movimentos sociais que representam a fonte de tantos avanços para a afirmação da plena da cidadania do povo brasileiro.