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Política

Caso Siemens

STF arquiva investigação contra o tucano José Aníbal

por Fabio Serapião — publicado 10/02/2015 15h29
Investigação foi aberta após delator do Caso Siemnes afirmar que ex-deputado teria recebido propina.
José Aníbal

José Aníbal é ex-deputado e senador suplente por São Paulo

A investigação no Supremo Tribunal Federal contra tucano José Aníbal, ex-deputado e senador suplente por São Paulo, foi arquivada. Aberto para apurar as denúncias do delator do Caso Siemens, o inquérito não encontrou provas da participação de Aníbal no cartel de trens que atuou nas licitações do Metrô e CPTM ao longo das gestões de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

Aníbal entrou na mira dos investigadores após Everton Rheinheimer, ex-funcionário da empresa alemão, ter afirmado que o político era um dos destinatário da propina paga em troca das milionárias licitações. A investigação foi arquivada sem o STF tentar uma cooperação jurídica com o Uruguai, país no qual estão hospedadas as offshores que, segundo Rheinheimer, teriam servido como fonte dos pagamentos irregulares.

Leia a nota oficial de José Aníbal:

Recebi com naturalidade a notícia do arquivamento da investigação pelo STF. A denúncia, ancorada em citações de um documento apócrifo, falso, jamais teve qualquer sustentação factual. O caso, no entanto, não se encerra com o arquivamento.

O “documento” surgiu com o deputado Simão Pedro (PT-SP), entrou no Ministério da Justiça clandestinamente e foi encaminhado à Polícia Federal pelo titular da pasta, José Eduardo Cardozo, desrespeitando procedimentos legais.

Cabe à justiça esclarecer quem são os autores das fraudes documental e processual. Exceto o diretor-geral da Polícia Federal, que agiu com isenção, movo processo contra todos os demais envolvidos: Simão Pedro, Cardozo e Everton Rheinheimer, ex-diretor da Siemens, por denunciação caluniosa.

Foram necessários 447 dias, desde 21 de novembro de 2013, para desmontar esta farsa criminosa contra mim. Agi com determinação e sentido de urgência. Era o que me cabia fazer em respeito aos que me conhecem, aos meus eleitores e à democracia. Não transigi, movido pela convicção de que a justiça prevaleceria.

Enquanto aguardo confiante que a Justiça venha a desmascarar a fraude, continuo a me dedicar integralmente à defesa das práticas democráticas em nosso país, tão deterioradas pela ação do PT e do governo federal.