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Política

Caso Alstom

PT pede afastamento de Robson Marinho

por Fabio Serapião — publicado 17/03/2014 18h26
Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo é investigado no Caso Alstom. Marinho teria recebido 1,1 milhão em propina.

O pedido de afastamento foi entregue hoje pelo líder da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado Luiz Cláudio Marcolino, ao procurador-geral de Justiça interino Álvaro Augusto Fonseca de Arruda. No documento de doze páginas, subscrito pelos 21 deputados da bancada, Marcolino elenca os motivos pelos quais acredita ser necessário o afastamento cautelar do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Ex-chefe da Casa Civil no governo Mário Covas, Robson Riedel Marinho é alvo de investigação criminal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e inquérito por improbidade na Promotoria do Patrimônio Público e Social do Ministério Público de São Paulo. Ele teria recebido propina para aprovar contratos da Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE) com consórcio formado pela francesa Alstom.

Documentos enviados por autoridades suíças, revelados pelo jornal O Estado de S.Paulo, apontam que o conselheiro teria recebido 1,1 milhão de dólares em uma conta de sua titularidade no banco Crédit Lyonnais Suisse de Genebra. No dossiê de 282 páginas, são detalhadas todas as transações financeiras que abasteceram as contas de Marinho. Além disso, a documentação em posse dos promotores paulistas traz um depoimento do executivo da multinacional francesa, Michel Cabane, no qual ele atribui a Marinho o recebimento de propina.

“É com base nessa documentação veiculada pela mídia que pedimos o afastamento cautelar do conselheiro. Diante dessas informações fica claro que Marinho não tem mais idoneidade moral e reputação ilibada, característica previstas em lei para que ele ocupe o cargo”, explica o Marcolino.