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Política

Lava Jato

Operador de propina da Odebrecht é procurado pela Interpol

por Fabio Serapião — publicado 19/06/2015 17h08, última modificação 19/06/2015 18h56
Bernardo Freiburghaus tem cidadania suíça e deixou o Brasil logo após as primeiras prisões de empreiteiros
Reprodução
Interpol-Bernardo-Freiburghaus

Bernardo Freiburghaus é procurado pela Interpol

Apontado pela Polícia Federal como doleiro da empreiteira baiana, Bernardo Freiburghaus entrou para a difusão vermelha da Interpol e pode ser preso caso seja encontrado em um dos 181 países integrantes da instituição. Dono da Diagonal Investimentos, o foragido é cidadão suíço e deixou o Brasil logo após as prisões de outros empreiteiros no fim do ano passado. Em fevereiro, a PF chegou a fazer uma busca e apreensão em endereços de Freiburghaus no âmbito da fase My Way da Lava Jato.

“O operador por ela (Odebrecht) contratado para o repasse da propina e lavagem de dinheiro, Bernardo Schiller Freiburghaus, destruía as provas das movimentações das contas no exterior tão logo efetuadas e, já no curso das investigações, deixou o Brasil, refugiando-se no exterior, com isso, prejudicando a investigação em relação as condutas que teria praticado para a Odebrecht”, apontou o juiz Sergio Moro em seu despacho de autorização da fase Erga Omnes, realizada nesta sexta-feira 19.

Em nota, a Odebrecht confirmou as buscas em seu escritório e as prisões. Segundo a empreiteira, “estes mandados são desnecessários, uma vez que a empresa e seus executivos, desde o início da operação Lava Jato, sempre estiveram à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”.