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Política

Crise de abastecimento

Ministério Público investiga contratos de 1 bilhão da Sabesp

por Fabio Serapião — publicado 21/05/2014 12h23
Revelado por CartaCapital, esquema teria resultado em aumento do desperdício de água no sistema de abastecimento mesmo após investimento de 1,1 bilhão de reais

O promotor Marcelo Daneluzzi, da promotoria Patrimônio Público e Social da capital, instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades nos contratos referentes ao Programa de Redução de Perdas da Sabesp, entre 2008 e 2012. Assim como a reportagem veiculada na edição 799 de CartaCapital, a abertura do inquérito baseia-se na denúncia anônima de uma ex-funcionária da estatal sobre possível favorecimento de empresas ligadas a ex-diretores e a Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Abendi).

Além disso, Daneluzzi ampara-se em relatório da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo. O documento afirma que o índice de perdas no sistema de abastecimento não atingiu a meta estipulada pela agência e, não bastasse, aumentou de 2011 para 2012. Dessa forma, mesmo após investimento de 1,1 bilhão de reais, a Sabesp continua a desperdiçar cerca de 32% de toda a água captada nos mananciais. Somente no ano passado foram perdidos 924,8 bilhões de litros, quantidade equivalente à capacidade máxima do, agora agonizante, sistema Cantareira.

São alvo da inquérito, a Sabesp, a Abendi e as empresas: BBL Engenharia Construção e Comércio Ltda, Enops Engenharia Ltda, Enorsul Serviços em Saneamento Ltda, Ercon Engenharia Ltda, Etep Estudos Técnicos e Projetos Ltda, Job Engenharia e Serviços Ltda, Opertec Engenharia Ltda, OPH Engenharia e Gerenciamento Ltda, Cia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape), Restor Comércio e Manutenção de Equipamentos Ltda, Sanit Engenharia Ltda, Sanesi Engenharia e Saneamento Ltda, e VA Saneamento Ambiental Ltda.

No entendimento do promotor, há suspeita de direcionamento em favor dessas empresas, mediante exigências de certificação elaboradas pela Abendi. "A situação indica possível irregularidade administrativa, noticiando direcionamento contratual e absoluta falta de eficiência administrativa do programa".

Leia a íntegra da reportagem Falta água, jorra dinheiro.

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