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Política

Segurança Pública

Justiça isola líder do PCC por 60 dias

por Fabio Serapião — publicado 11/03/2014 11h55, última modificação 11/03/2014 16h34
A transferência foi solicitada após a CartaCapital divulgar um relatório da inteligência do Ministério Público no qual o PCC arquitetava um audacioso plano de fuga
Paulo Liebert / Estadã Conteúdo
Marcola, o líder máximo do PCC

Marcola, o líder máximo do PCC

A 5ª Vara de Execuções Criminais aceitou o pedido das Secretarias de Segurança Pública (SSP) e Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo e enviará o líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

Hoje, Marcola cumpre sua pena na penitenciária de Presidente Venceslau. A transferência foi solicitada após a CartaCapital divulgar um relatório da inteligência do Ministério Público no qual integrantes da facção arquitetavam um audacioso plano de fuga. De acordo com o documento, o PCC utilizaria helicópteros blindados e um avião para resgatar Marcola e outros integrantes da facção. A decisão é cautelar e a defesa de Marcola pode recorrer.

Com a decisão, datada de ontem, Marcola ficará isolado por 60 dias em uma das cento e sessenta celas do RDD instaladas no Centro de Readaptação Penitenciária de Presidente Bernardes, distante 578 quilômetros da capital paulista. Atualmente, menos de 20 celas destinadas ao regime disciplinar diferenciado estão ocupadas. No isolamento, Marcola ficará 22 horas do dia na cela, sem acesso a visitas íntimas e noticiário e com apenas duas horas de banho de sol.

Lei aqui a íntegra da reportagem publicada na edição nº789 da CartaCapital.

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