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Política

Caso Siemens

Janot pede investigação contra secretários de Alckmin

por Fabio Serapião — publicado 01/04/2014 23h34, última modificação 03/04/2014 06h42
PGR solicita continuação da investigação contra José Aníbal (na foto) (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM), citados por ex-diretor da Siemens como destinatários de propina
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
José Aníbal

Aníbal, secretário de Alckmin, continuará a ser investigado

Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República Rodrigo Janot defendeu ser necessário o prosseguimento nas investigações e eventuais diligências para apurar o envolvimento de José Aníbal (PSDB), secretário estadual de Energia, e Rodrigo Garcia (DEM), secretário do Desenvolvimento Econômico, em irregularidades em licitações do Metrô e CPTM. Os dois são apontados pelo ex-diretor da multinacional alemã Siemens Everton Rheiheimer como destinatários da propina distribuída pela empresa via o lobista Arthur Teixeira.

"Há atribuição de situações concretas e específicas em relação ao deputado federal Rodrigo Garcia no depoimento do investigado colaborador. Os detalhes dados, assim como a menção a encontro pessoal entre ambos, autorizam, também, a colheita de maiores elementos contra esse parlamentar", afirma Janot sobre o democrata.

Em relação a Aníbal, o PGR salienta que "o colaborador apontou, ainda, indícios de envolvimento do deputado federal, na medida em que relata ter sido avisado que, com a saída de Rodrigo Garcia da presidência da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deveria passar a tratar com o deputado José Aníbal, que passara a ser responsável pelos contatos políticos e pagamentos de propina”.

Também citados na delação premiada, o chefe da Casa Civil do governo Alckmin, Edson Aparecido, o deputado Arnaldo Jardim (PPS) e o senador Aloysio Nunes (PSDB) tiveram as investigações arquivadas. "Esse arquivamento não é impeditivo para que, caso surjam elementos concretos da participação destes ou de outros parlamentares, seja a investigação realizada, pois aí haverá justa causa para o seu prosseguimento", concluiu.

Ainda em sua peça, Janot posicionou-se favorável ao desmembramento do caso, ficando no STF somente os autos relativos aos réus com foro por prerrogativa de função, no caso Aníbal e Garcia, ambos deputados federais.