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Política

Cartel do Metrô

Doleiro da Siemens aparece no Swissleaks

por Fabio Serapião — publicado 20/03/2015 14h05, última modificação 14/04/2015 19h06
Arquivo do banco HSBC tem doleiro Raul Henrique Srour. Segundo diretor da Siemens, operador de câmbio recebeu dinheiro da conta secreta da multinacional
Edson Lopes Jr.
Metrô

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Em reportagem publicada em seu blog, o jornalista Fernando Rodrigues divulgou nomes de oito doleiros flagrados em operações no Brasil que possuem conta na filial suíça do banco HSBC. Eles compõem a lista de 8.667 brasileiros titulares de contas numeradas vazadas pelo ex-técnico de informática Hervé Falciani. Os dados são classificados como o maior vazamento sobre evasão fiscal da história. O ex-funcionário do HSBC é tido como o Edward Snowden do setor bancário.

Entre os nomes, está Raul Henrique Srour. Atualmente, Srour é mais conhecido por ter sido preso na primeira fase da Operação Lava Jato. Investigado pela Polícia Federal do Paraná, o doleiro foi investigado dentro do núcleo Casablanca da operação. Mantinha relações com Alberto Youssef e chegou a ser amante da doleira Nelma Kodama, apontada como a "Greta Garbo" do mercado.

Raul Srour
Srour também atuou no caso Siemens

Mas além da Lava Jato, na qual é alvo de várias ações penais e pagou fiança para responder em liberdade, Srour foi citado no caso do cartel de trens no metrô de São Paulo. Segundo o vice chefe de compliance da Siemens, Mark Gough, a conta Crystal Financial Services, de Raul Srour, recebeu dinheiro da multinacional por meio de uma conta secreta hospedada em Luxemburgo. A conta é a mesma citada no "Swissleaks", o apelido do caso HSBC. Os valores, disse Gough em depoimento, tinham como destinatários agentes públicos brasileiros. Ao menos 7 milhões de dólares passaram pela conta da multinacional no paraíso fiscal europeu.

Diz o jornalista sobre os doleiros encontrados nos arquivos do banco; "No acervo de dados do HSBC suíço, vazado em 2008 por um ex-funcionário do banco, aparecem Henrique José Chueke e sua filha, Lisabelle Chueke (caso PC Farias); Favel Bergman Vianna e Oscar Frederico Jager (propinoduto); Dario Messer (mensalão); Raul Henrique Srour (Lava-Jato), Benjamin Katz (Banestado) e Chaim Henoch Zalcberg (Operações Roupa Suja e Sexta-feira 13)".