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Política

Em legítima defesa da Educação

por Edgard Catoira — publicado 30/09/2013 10h56, última modificação 30/09/2013 12h35
Movimento dos professores é democrático e luta contra prepotência do executivo municipal

A polícia retirou no sábado, 28/9, os professores que ocupavam a Câmara Municipal desde a última quinta feira, em protesto contra a votação do plano de carreira da Educação.

É lamentável que, no lugar de usar a força para retirar um grupo de professores manifestantes, a Polícia não tenha ido ao Palácio Pedro Ernesto para investigar outra ocorrência: de um grupo de vereadores que forjou a realização de uma reunião para garantir a votação do plano do prefeito – crime de falsidade ideológica. Aliás, não faltam indícios de outras práticas altamente condenáveis que justificariam visitas frequentes da Polícia e do Ministério Público à Câmara Municipal.

Mas, de quinta passada para cá, vereadores da base do governo e a secretária de Educação, Claudia Costin, vêm afirmando que 29 emendas corrigirão as distorções do projeto original e vão atender, ao menos em parte, as reivindicações do Sindicato dos Professores. Mas, então, por que não mostraram o teor dessas emendas com antecedência? Por que tanto mistério? Por que só foram publicadas hoje para serem votadas amanhã? Se tantos ajustes são necessários, fica claro que a proposta dos servidores para retirada do plano inicial é mais do que razoável.

Mas o prefeito e sua turma não querem dar o braço a torcer e insistem em desqualificar o movimento. É evidente que não são os professores que estão radicalizando o debate. O debate simplesmente não existe – o que reforça a pior característica do ambíguo Eduardo Paes: a prepotência. Portanto, a reação dos profissionais da Educação foi um ato de resistência, de legítima defesa contra uma violência iminente: a aprovação de uma lei sem atender ao devido processo legislativo.

Em tempo: A semana começa tensa. Por prevenção, repasso o aviso do Grupo Habeas Corpus: “Em virtude da manifestação prevista no Centro, teremos advogados de sobreaviso que poderão ser deslocados para as delegacias da região. Em caso de emergência, por favor, entrem em contato com o plantão da OAB/RJ: 7825- 2185.”