O deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) continua firme na estratégia de apresentar-se ao eleitorado como candidato à Presidência, mesmo sem descartar a “exótica possibilidade”, como ele próprio definiu, de disputar o governo de São Paulo com o apoio do PT. À espera de uma decisão definitiva de Ciro, o PT paulista tarda a apresentar sua candidatura no estado.
O presidente do diretório paulista do PT, Edinho Silva, minimiza o impacto da demora. “Não estamos parados. A prioridade é consolidar nosso leque de alianças. Já temos nove partidos na coligação, como PCdoB e PDT. E estamos costurando acordos com outras siglas”, afirma. “É claro que também priorizamos o diálogo com Ciro, um nome que teria enorme facilidade de ser aceito por todos os aliados. A negociação está muito boa, mas ele ainda não sinalizou nada. Na próxima semana, voltaremos a conversar com Ciro. O PT paulista tem como objetivo buscar uma definição até o fim de março.”
Ciro Gomes já anunciou aos aliados que eles “estão liberados a experimentar suas alternativas de candidatura” ao governo paulista. “Até porque não considero que São Paulo precise de mim, pessoa física”, justificou o deputado à imprensa, no início da semana. Caso ele se mantenha firme na decisão de disputar as eleições presidenciais, o PT irá apresentar um candidato dentro dos seus próprios quadros. “No momento, o nome mais forte dentro do partido é o do senador Aloizio Mercadante. Mas nada está definido. Também há outros nomes bem cotados, como Fernando Haddad [ministro da Educação] e Marta Suplicy [ex-prefeita da capital paulista]”, completa Edinho.
Por via das dúvidas, nas inserções do partido na tevê, durante o horário eleitoral gratuito, parte do tempo será dedicada às aparições de Mercadante e Marta, além do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff. As peças vão ao ar na próxima semana.
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