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FECHAR Paolo Manzo, de Roma

Tradutora intraduzível

07/04/2008 11:28:29

Paolo Manzo, de Roma

Roma, primeira semana de março. O encontro foi marcado por telefone, para as 11 da manhã, num bar da cidade. “Queira me desculpar, mas me tire uma curiosidade. Como conseguiu o número do meu celular?” É concreto o espanto de Luciane Araújo, a tradutora entrevistada em novembro de 2007 pelo jornalista Márcio Chaer, do site Consultor Jurídico. Também se espanta o repórter, pois foi a própria tradutora que, na entrevista a Chaer, citou vários nomes supostamente envolvidos no enredo da disputa societária do setor de telefonia no Brasil, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Luciane Araújo entrou recentemente na guerra que não viu correr sangue, mas uma lista de polêmicas e processos, e que teve como campo de batalha o Brasil, além da mobilização de muitos protagonistas que brincaram de espiões. Em entrevistas e depoimentos, ela reforça a tese, tão cara a Daniel Dantas, de que havia um esquema na Telecom Italia de pagamento de propinas a políticos brasileiros. Tudo com o intuito de prejudicar o banqueiro brasileiro e tirá-lo dos negócios do setor de telefonia.

A tradutora tem sido tratada como uma “testemunha-chave” por representantes da Magistratura e do Ministério Público italianos. Integram o núcleo de investigação, em Milão, notórios procuradores, entre eles Fabio Napoleone, Nicola Parente e Raffaele Civardi, que há mais de três anos investigam a espionagem e a contra-espionagem que enredou vários executivos da maior companhia de telefonia do país.

Para compreender por que Luciane Araújo se encontra no centro da história, bastaria dar uma olhada em seu currículo. A mulher de fato trabalhou como tradutora de Marco Bernardini, que trocou o trabalho nos serviços secretos italianos por um posto na Global, uma agência particular de investigações dirigida por Gianpaolo Spinelli, ex-agente da CIA. Bernardini tornou-se amigo de Giuliano Tavaroli, ex-chefe da segurança da Telecom Italia, que passou quase um ano na prisão por supostamente comandar um esquema de arapongagem de empresários, políticos e celebridades italianos nos tempos em que a companhia era presidida por Tronchetti Provera.

“Mas quem lhe deu o meu número?”, pergunta novamente a tradutora. “Acredito que isto não seja relevante, e depois a senhora compreenderá que não posso revelar minhas fontes de informação, sem o consentimento delas”, respondi.

Encontrei o contato de Luciane Araújo na internet, no site do “Registro canino da província de Parma (http://cani.provincia.Parma.it/pagecanina.asp?TipoCanina=scheda&/Dscheda=570), onde ela havia deixado o número de seu celular em 2005, na ocasião em que perdeu seu cão, de nome Miki.

Faltam 15 minutos para o encontro. Faz frio em Roma. Uma bela mulher negra, cabelos longos e aparentando 40 anos se aproxima e se apresenta: “Muito prazer, Luciane, este é Antonio, o meu companheiro”. E prossegue: “Antes de tudo, devo dizer que falei com o meu advogado, e por isso é necessário que entre em contato com ele para fazer a entrevista oficial”. 

Garanti que assim seria. Pedi então o número do celular do advogado Stefano Bertollini, e o chamei em sua presença. Ficou combinado que me receberia naquela mesma tarde na Via Maresciallo Pilsudski, 92, na sede da GSE S.p.A., acrônimo de Gestore dei Servizi Elettrici, cujo acionista único é o Ministério da Economia e das Finanças italiano. Bertollini integra o conselho de administração. 

“Não diga ao advogado que já nos encontramos”, pede Luciane, que começa a me explicar a dinâmica da entrevista concedida ao Consultor Jurídico. “Foi assim. A gente se encontrou com alguns amigos e, como é natural entre amigos, bate-se um papo. Daí surge uma conversa bem pesada, já que falávamos de tudo. Ali se encontrava também o Márcio, que depois escreveu o artigo.” 

É possível que algo tenha sido mal compreendido ou exagerado? “A história do presidente. Eu nunca falei que era o presidente da República, poderia ter sido o presidente da Telecom, poderia ter sido o presidente da Pirelli, poderia ter sido o presidente de qualquer coisa...” 

A conversa prossegue:

CartaCapital: E sobre o juiz Kellock, o que disse? (No dia 31 de maio de 2002, o juiz Kellock emitiu uma sentença em primeira instância no Tribunal das Ilhas Cayman, favorável ao ex-sócio de Dantas, Luís Roberto Demarco, e que condenou o banqueiro por utilizar documentos falsos e mentir no processo. A sentença foi confirmada pela Privy Council de Londres, a Corte Suprema à qual a Justiça de Cayman está submetida, em 3 de outubro de 2006.)
Luciane Araújo: Também este é um assunto que deixei bem claro, e tudo aquilo de que estamos falando já foi dito à Justiça (italiana). A questão é a seguinte: “Ah, o apoio do juiz é importante”. Esta é uma frase constante. Depois, leio o jornal e vejo o nome desse juiz, e falei comigo mesmo: “Pera aí, pode ser que seja a mesma pessoa”. Quando a história vem à tona, uma conclusão minha, e deixo bem claro que é uma conclusão minha, é que o juiz do qual falávamos continuamente poderia ser o mesmo.

CC: É estranho que Kellock tenha emitido uma sentença contra Dantas em 2002, enquanto a senhora fala desse juiz como se tivesse sido corrompido pela Telecom, referindo-se a conversas de 2005? 
LA: Não, não... A única coisa à qual fiz referência é que poderia existir um contato. Mas... poderia existir por outras causas.

CC: A senhora fala de interceptações ilegais. Como pode afirmar que eram ilegais? 
LA: Porque existem algumas gravações pelas quais se compreendia que conversavam duas pessoas e que eram registradas de forma ilegal. Num CD, que entreguei à Justiça, há uma parte em que se ouve claramente uma terceira pessoa que registrava. E havia situações em que a pessoa que chamava estava registrando de propósito para induzir o interlocutor a dizer algo contra Daniel (Dantas). Por quê? Porque estava claro que eles estavam procurando sempre algo para ser usado contra Dantas. Isso foi muito claro desde o início. Aqui festejaram quando Daniel foi denunciado pelo caso Kroll.

CC: Aos juízes de Milão a senhora denunciou ter recebido ameaças. Tomou algumas medidas para a sua segurança? 
LA: O meu advogado foi para Milão. Não tenho nenhum interesse em acusar alguém, porque fiz um trabalho normal e, no fim das contas, o que eu sei todo mundo sabe. Quem não sabe que os políticos estão envolvidos nesta história? Na realidade, não querem saber. Isso é do jogo. Porque, se a Justiça brasileira quisesse saber algo, teria vindo aqui e teria me procurado por meio da Justiça italiana.

CC: Como definiria toda essa história?
LA: Segundo o meu parecer, isto é um vulcão que a qualquer momento pode explodir, compreendeu?

CC: Mas o vulcão explode ou não?
LA: Não sei se o Dantas tem interesse em fazer explodir o vulcão. Apesar de ser bastante claro que a missão fosse toda contra ele, era chamado de o “Berlusconi das telecomunicações brasileiras”. Isso eu compreendi tardiamente. Quando eles falavam, estava claro que Dantas era o objetivo. De qualquer forma, o que eu sei refere-se ao Brasil, da Itália não me peça nada porque nada sei. Eu nunca vi Tronchetti Provera, nunca tive nenhuma relação com a parte italiana. Todos os meus contatos, todas as traduções referem-se ao Brasil. O CD que entreguei à polícia contém traduções de telefonemas, diálogos...

CC: Diálogos entre políticos?
LA: Entre pessoas da Telecom, lobistas, empreendedores. Os diálogos estão lá e se desejam ouvi-los, podem ir e os ouçam...

CC: A senhora fez também referências ao nome do ex-ministro (Luiz) Gushiken. Confirma?
LA: Ouça, eu nunca tive contato com ele, mas é o seu nome que ouvia constantemente nas traduções que fazia para Bernardini. “Ah, ah, ele garante. Ah, se ele garante, tudo bem”, era esse o tipo de conversa que ouvia.

Antonio interfere: “Como conseguiu o número de Luciane?”

CC: Sobre isso não posso falar, foi o que respondi à senhora Araújo ontem por telefone.
LA: Sabe por que insisto? Porque não sei sinceramente quem está a favor e quem está contra. Compreende isso? Já ouvi frases desse tipo: “Sabe como é no Brasil, vai para umas férias em Copacabana, atiram em você e no dia seguinte ninguém lembra que você existiu”.

CC: Pode ficar sossegada, o número do seu celular não me foi dado pela Banda della Magliana (a mais poderosa organização criminosa que operou em Roma) e mais ainda porque, no Brasil, não tem ninguém que parece se interessar por essa história.
LA: Acredito que não possa interessar a ninguém, ainda mais quando envolve o partido do presidente. Muito mais porque o PT está envolvido.

CC: Como?
LA: Porque, na realidade, sabe-se que eles pagavam políticos eminentes. Os nomes dos quais se falava eram aqueles de muitas pessoas do PT. Por exemplo, o famoso JD, de quem se falava muito...

CC: José Dirceu?
LA: Não sei, nunca pronunciaram o seu nome. Mas diziam: “Sossega, o JD está conosco, sossega, o JD está pensando em tudo, sossega o JD garante...”

CC: Gostaria de entrevistar também Marco Bernardini e o seu advogado Vincenzo Carosi (que nas fases iniciais do inquérito milanês assistia também à própria Araújo). Poderia me ajudar?
LA: Infelizmente, com Bernardini nunca mais tive contato, desde que se iniciou o processo. Não posso dizer por que, e também não tenho certeza, mas acredito que Carosi se encontra no Brasil.

CC: É verdade que Carosi é sócio de Bernardini numa agência de investigações?
LA: Não sei. O que eu sei é que são muito ligados, são amigos, e sei que todo o trabalho que faz (Bernardini), o faz com ele (Carosi), incluído o meu contrato de trabalho. 

CC: Existiam contatos entre o publicitário Marcos Valério e seu ex-advogado Vincenzo Carosi, que atualmente defende Bernardini?
LA: Posso dizer que (Marcos Valério) é um contato muito, muito direto de Carosi.

CC: Acredita que possam ter-se encontrado no Brasil, “por acaso”?
LA: Quero dizer-te uma coisa. Sei que Carosi e os advogados de Marcos Valério estão trabalhando juntos em coisas que se referem ao processo italiano. Tive confirmação antes de sair da agência de Bernardini.

Termina a entrevista com a tradutora Luciane Araújo. Na quinta-feira 6 de março, nada mais resta senão encontrar o advogado Bertollini. 

Bertollini, com uma pequena barbicha, um leve sotaque romano. Foi no passado prefeito de Anzio, cidade próxima de Roma, e, no último outono, aderiu ao grupo político italiano La Destra (A Direita). Antes que fosse formulado o meu pedido para entrevistar oficialmente Luciane Araújo, a conversa escorrega inevitavelmente para a política italiana. Uma frase em particular, pronunciada por Bertollini, surpreende quem escreve: “Na Itália, somos capazes de tudo, de realizar coisas que são incríveis. Na realidade, continuo defendendo o ponto de vista de que talvez tenha nos faltado uma verdadeira e própria ditadura franquista, porque o franquismo, no fim, levou a Espanha para uma democracia realizada”.

Em seguida, falamos sobre “espiões”. O advogado inverte o papel e me faz perguntas: “O senhor sabe quanto custam as interceptações telefônica para o Ministério da Justiça?” 

Confesso a minha ignorância e peço informações. “São 280 milhões de euros. Eis quanto foi gasto pelos procuradores italianos para as interceptações telefônicas em 2006. E sabe qual foi o resultado? Em cada cem processos, 95 terminaram com uma sentença de absolvição.” 

Impressiona o conhecimento sobre o tema por parte de Bertollini, que, talvez percebendo a minha escassa familiaridade com o assunto, faz questão de demonstrar a sua experiência, justamente porque é advogado, mas também por relações não bem especificadas “com os nossos (italianos) serviços de inteligência”.
O diálogo envereda por caminhos estranhos.

CartaCapital: Sua cliente Luciane Araújo, em entrevista a um site brasileiro, faz menção ao presidente Lula em um esquema com a Telecom Italia. Queria entender um pouco mais.
Stefano Bertollini: Na realidade, não foi propriamente uma entrevista. Foi um trecho com algumas extrapolações, em que a minha cliente referiu alguns aspectos... 

CC: Mas ela nunca desmentiu.
SB: Nunca desmentiu, mas, na realidade, as coisas que foram extrapoladas dizem bem pouco.

CC: Como dizem bem pouco? No trecho se afirma expressamente que o presidente brasileiro está envolvido em um esquema com uma empresa italiana.
SB: Pronto, então vamos ao discurso do porquê ela falou. Em primeiro lugar, porque temos compromissos com alguns jornais, e que, naturalmente, reconhecem também uma compensação para as despesas que temos. A senhora Araújo sempre foi muito atenta, principalmente para a vida brasileira.

CC: O que significam certos compromissos com alguns jornais?
SB: Não, no sentido... Não, nós temos algumas... A senhora assumiu... Teve algumas despesas ultimamente e por isso acha que deveriam ser reconhecidas algumas... Pelo menos um reconhecimento por essas entrevistas.

CC: Isso significa que deseja receber para ser entrevistada?
SB: Falando claramente, sim. Encontra-se disponível para quem queira entrevistá-la, desde que se pague uma compensação. Estou disposto a comunicar-lhe a quantia. É uma preliminar que... Porque, se o senhor me diz “não, eu não estou minimamente interessado”, então...

CC: Neste ponto, preciso falar com o editor para saber se está disposto a pagar.
SB: Claro, é isto. Tudo depende do editor, claro, claro.

CC: Aproximadamente, quanto custaria?
SB: Estamos falando de milhares de euros.

CC: Mas uma dezena ou dezenas de dezenas...
SB: Bom, acredito tratar-se de não menos de quatro ou cinco dezenas de milhares de euros. Isto é claro. 

CC: Acredito que isso não me interessa. De qualquer forma, sobre o processo milanês, está em condições de dizer algo?
SB: Mesmo tendo sido a Araújo ouvida na qualidade de testemunha, não estou em condições de lhe fornecer nenhum tipo de informação.

CC: E sobre as ameaças relatadas, seja pelo Consultor Jurídico, seja pelo jornal italiano L’Opinione, que entrevistou sua cliente?
SB: Olhe, permanece o fato de que qualquer notícia que a senhora possa ter dado no próprio interrogatório, não estando eu presente... Não posso dizer nada, porque não sei de nada. De qualquer forma, mesmo se soubesse algo não o diria mesmo. Eu sou o advogado da senhora há, aproximadamente, um ano.

CC: Este modus operandi com CartaCapital será repetido com todos os outros jornais?
SB: Penso que será repetido com todos os jornais.

CC: No momento, estão programadas outras entrevistas de Luciane Araújo?
SB: Não, as entrevistas que o senhor viu são aquelas às quais se referiu. E depois, entre outras coisas, a primeira que citou não era na realidade uma entrevista.

CC: Para evitar qualquer equívoco. Ela quer mesmo 50 mil euros por uma entrevista?
SB: Ouvi conversa desse tipo.

CC: Depende do jornal ou será uma estratégia?
SB: Posso presumir que seja uma estratégia, eu tive esta diretiva e a sigo. Porém, repito, se a senhora mudar de idéia...

Encerra-se esse estranho dia romano. 

Com uma testemunha que fala mais de uma hora e que, em seguida, nos sugere procurar seu advogado para uma entrevista “oficial” e que me pede encarecidamente que não revele a ele o nosso encontro. Com um advogado que, por ordem da cliente, pede 50 mil euros para uma entrevista que já havia sido dada. Com uma entrevista anterior a um site brasileiro que, na verdade, não passou, segundo a entrevistada, de um “bate-papo”. De um “bate-papo” que insinua que o presidente da República do Brasil estaria envolvido na guerra entre a Telecom Italia e o Banco Opportunity. E que depois se transforma em um presidente de “qualquer coisa”. 

Com um juiz das Ilhas Cayman que teria sido corrompido, por conclusões da tradutora, três anos depois de ter emitido uma sentença, considerada válida definitivamente pelo Privy Council de Londres. Com outra entrevista, esta sim oficial, concedida em 7 de fevereiro de 2008 a Giovanna Albertini, do diário L’Opinione delle Libertà, para o qual – mas trata-se, com certeza, de coincidência – colabora também Davide Giacalone, autor de livros considerados adversos aos interesses da Telecom Italia e, por isso, espionado pela multinacional italiana de telefonia, na época administrada por Tronchetti Provera.

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Alcachofra
Para Jannone, que atuou no Brasil, Bernardini, a testemunha, nada tem a revelar


Fala Angelo Jannone, chefe de Segurança da Telecom Italia no Brasil, em 2004 e 2005. O assunto é Marco Bernardini, empregador da tradutora Luciane Araújo. Saiu há pouco tempo da prisão domiciliar, sofrida por causa de acusações formuladas por Bernardini.

Angelo Jannone: Bernardini era chamado de “alcachofra”, porque de questões sutis e complicadas entende patavina. Bem, a despeito do currículo, teve o refinamento de entregar aos juízes milaneses, logo no primeiro encontro, um artigo publicado na Veja sobre as contas secretas que Lula e outras figuras de primeiro plano do governo brasileiro teriam no exterior, conforme certo dossiê que, segundo a revista da Abril, lhe foi entregue por Daniel Dantas. Já não há dúvidas quanto à inexistência das tais contas. Mas, vejam só, no seu primeiro depoimento aos juízes milaneses, Bernardini entregou o tal texto de Veja.

CC: Já foi procurado por alguém da Veja?
AJ: Uma vez, pelo telefone, me procurou o Mainardi. Creio que quem deu meu número foi um jornalista italiano. O mesmo a afirmar que os documentos do processo em andamento por aqui eram passados a Mainardi pelo próprio Bernardini.

CC: Quando Mainardi telefonou?
AJ:
Em 2006. De saída, Mainardi disse saber que sou um bom sujeito, em seguida declarou sua intenção de perseguir a turma do PT por ter certeza de que recebera propinas.

CC: E por que teria procurado exatamente o senhor?
AJ: Porque havia uma quantia paga a Alexandre Paes dos Santos, cunhado de Eunício de Oliveira, ministro das Comunicações em 2004 e 2005. Respondi que o homem executava um trabalho de consultoria, devidamente documentado. Aliás, se tivéssemos de entrar em contato com o ministro das Comunicações recorríamos ao jornalista Roberto D’Ávila, consultor do então presidente da Telecom Italia para a América Latina.

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