Busca

Publicidade

Assine CartaCapital

Acesse o site Mercado Capital e confira nossas promoções para os assinantes de CartaCapital, Carta na Escola e Carta Fundamental



Economia
FECHAR Felipe Marra Mendonça

A imprensa no papel vai acabar?

16/05/2008 16:07:25

Felipe Marra Mendonça

A circulação dos maiores jornais americanos continua a cair. Os dados do fim de agosto apontam para um futuro difícil. Os únicos que registraram crescimento foram o USA Today, que de tão simplista é quase um infográfico de várias páginas, e o Wall Street Journal, que teve suas vendas puxadas por leitores que queriam saber se Rupert Murdoch destruiria as virtudes do jornal depois da compra da publicação em julho de 2007.

Outros jornais importantes, como o New York Times e o Washington Post, sofreram quedas na circulação, mas a situação é ainda pior para os jornais locais. O Dallas Morning News perdeu 10,6% dos leitores e o Atlanta Journal-Constitution, 8,5%.

Esse cenário reforça a tese dos que defendem que o único caminho possível para a imprensa é migrar para a internet. É de se notar que a migração é tida como forçada, como uma medida extrema e desagradável. Contudo, não é o que mostra o Capital Times, de Madison, Wisconsin.

A última edição impressa do jornal saiu em 25 de abril e a transição foi explicada aos leitores no editorial “O novo velho Capital Times”. Paul Fanlund, editor da publicação, escreveu que a idéia era “assegurar que Madison, o condado de Dane e o Wisconsin tivessem uma voz independente para a paz, a justiça econômica e social e que se a verdade ao poder todo dia”.

Mais adiante, Fanlund sustentou que o fundador do jornal “nos diria para ficarmos despreocupados com o formato do Capital Times e nos concentrar no conteúdo e no caráter da nossa mensagem. E, como sempre, (ele) teria razão. Continuaremos a dar ao povo a verdade e a liberdade para discuti-la, e tudo vai dar certo”.
Alguns podem achar o otimismo de Fanlund um pouco exagerado, mas é importante que alguém da chamada imprensa tradicional demonstre uma reação além do simples pânico quando confrontado com a “ameaça da internet”. A circulação do Capital Times teve seu auge nos anos 60, quando atingiu 40 mil leitores. Antes do fechamento, a tiragem era de 18 mil.

A decisão de acabar com a edição impressa tem o potencial de ampliar o número de leitores e também dinamizar o conteúdo editorial. O Capital Times tem como forte a cobertura do noticiário local de Madison e a nova edição on-line deve reforçar essa imagem, coisa que os grandes jornais de cobertura nacional e os portais não têm. É o que argumentou o professor de jornalismo James Baughman, da Universidade de Wisconsin, ao New York Times. “Se existe essa janela de oportunidade para os jornais na internet, ela é a cobertura local. A versão on-line do Capital Times deve dar certo por isso.”

Baugham faz um paralelo interessante ao dizer que os jornais com edições vespertinas eram a internet da época, ao publicar os resultados atualizados dos jogos de beisebol ou os valores da Bolsa. Eram mais lucrativos do que seus competidores matutinos exatamente por isso.

É essa a oportunidade que a internet oferece e a transição do papel para a tela, se bem-feita, pode ser benéfica e lucrativa. Como escreveu o editor Fanlund no texto de despedida da edição impressa do Capital Times. Para ele, “tudo vai dar certo”.


Prazer de ponta
Para todo lado

O Mobo é um notebook da Positivo Informática. Com tela de cristal líquido de 7 polegadas e peso de pouco mais de 1 quilo, o ultraportátil vem com Windows XP Home pré-instalado e possui câmera integrada.
Mil reais

Uso duplo
O DataTraveler Micro Reader da Kingston não passa de um pen drive com versões de capacidade de até 4 GB. A diferença é que, no mesmo corpo, o aparelho possui um leitor de cartões de memórias micro SD, micro SDHC e Micro Stick (M2). Duplamente útil.
Até 180 reais

Topa-tudo
A câmera SW20 da Panasonic tem um desenho industrial retrô, mas é radical nas inovações. Resistente à água salgada ou doce, suporta quedas de até 1,2 metro e também pode ser usada em lugares com alta concentração de poeira ou areia.
2 mil reais

Acesso rápido
O WM66, da Luxicom, é um modem capaz de acessar a rede 3G de dados por meio do celular mais rapidamente. Pode ser inserido nas entradas USB de um computador e funciona nos sistemas operacionais Windows, Linux e Mac OS.
Preço não definido


Internotas

Todos no ar

Existem vários serviços de hospedagem de arquivos. O Rapidshare é o mais conhecido. O problema é que cada um tem restrições variadas: um arquivo por vez teria de ser colocado em cada serviço. O Uploadjockey acaba com isso, ao postar o arquivo simultaneamente em todos os hóspedes disponíveis.
www.uploadjockey.com

Jornal ativo
O Twitter é o serviço que gerou um fenômeno descrito como microblogging, ou seja, em que
o usuário descreve de forma resumida o que faz. Escrevo o Internotas, por exemplo. O TweetWire reúne vários posts gerados por usuários em formato parecido com um jornal. Muito curioso.
www.tweetwire.com

Não, obrigado
O CallerComplaints é uma espécie de hall da infâmia do telemarketing. Talvez todo operador dessa categoria mereça espaço, mas o site lista os números e companhias que mais geram reclamações de consumidores que foram incomodados durante o almoço do Dia das Mães. Ou no sono da beleza.
http://www.callercomplaints.com

 comentários

Comente:

(campo obrigatório) (campo obrigatório) (O e-mail não será publicado)
O que você acha dos debates eleitorais nas redes de rádio, televisão e internet?
  • São muito importantes, ajudam na definição do voto
    43%
  • Têm uma importância relativa, pois poucos assistem
    33%
  • Não têm importância, não é por causa deles que as pessoas definem seus votos
    23%

tamanho da letra: A- | A+

Colunistas

Encontre a matéria por colunista