Os irmãos Caíto e Luis Alcantara Machado mostram que preservaram o faro da família no setor de eventos. A AM3, empresa aberta há três anos por eles, já fechou cinco feiras para 2010 e tem outras cinco em negociação. A dupla especializou-se em descobrir nichos inexplorados, como mostram os exemplos da Moto Festival, direcionada a motoboys e já na quarta edição, e a Fispiz-za-, para pizzaiolos e donos de cantinas. Mas, aos poucos, começam a disputar os grandes filões. A Techmei, com edição confirmada em 2010, vai atrair fabricantes e compradores de máquinas e concorrer com a Feimafe, evento da Reed Exhibitions, o grupo americano que há dois anos adquiriu as feiras e a marca Alcantara Machado. “A ideia não é partir para a briga”, desconversa Caíto. “Mas vamos ocupar cada oportunidade aberta no mercado.”
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Novos enxovais
A confecção Sabie, fundada em 1931, mostra ainda ter fôlego para inovar. Vai lançar em setembro uma linha de enxovais para hotéis com o tecido Supremo Antimicrobiano. Produzido a partir do fio Alya Health, com íons de prata, o material elimina 99% das bactérias. A empresa também fechou uma parceria com a empresa canadense MIP para fornecer aos hospitais brasileiros um protetor de lençóis que promete reduzir em 40% as despesas com lavanderia. “Em quase 80 anos de mercado, aprendemos a oferecer produtos com um grau de personalização que concorrentes maiores não são capazes de atingir”, afirma o diretor de marketing da Sabie, Roberto Toschi. O grupo projeta para 2009 um aumento de 22% no faturamento, que em 2008 atingiu 70 milhões de reais.
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Cerco apertado
A Oi-Brasil Telecom e a Claro podem ser obrigadas a pagar uma multa de 300 milhões de reais por descumprimento contumaz das regras de atendimento ao cliente. Durante o balanço de um ano do Decreto 6.523/08, que regulamentou o funcionamento dos Serviços de Atendimento ao Consumidor, o ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou que uma ação coletiva foi movida pela União, o Ministério Público Federal e os Procons de 24 estados contra as empresas, as mais citadas no ranking de reclamações de clientes. As companhias lideraram a lista do setor de telefonia, que por sua vez concentrou 57% das queixas. O ministro não descartou a possibilidade de pedir a revisão das concessões das operadoras que não se emendarem, embora a punição caiba à Anatel.