Pantanal teve mais de 8 mil focos de incêndio em setembro, pior registro desde 1998

De janeiro a setembro, foram registrados 18.259 focos de calor

Incêndio no Pantanal. (Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

Incêndio no Pantanal. (Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

Sustentabilidade

O Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta quinta-feira 01 o balanço final para o mês de setembro no Pantanal: 8.106 focos de calor, o pior resultado desde 1998, quando começa o acompanhamento do órgão.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 180% no número de focos. No consolidado anual, de janeiro a setembro, foram registrados 18.259 focos de fogo no Pantanal. Até então, o pior resultado havia sido registrado no ano de 2005, com 12.536 focos.

O município mais atingido entre todos os biomas, em 2020, é  Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Foram 6.570 focos de calor registrados apenas ali até o momento.

A Polícia Federal apontou incêndios criminosos em fazendas particulares como a origem do fogo.

Segundo levantamento, parte do fogo que devasta o Pantanal mato-grossense teve origem em fazendas de pecuaristas que vendem gado para o grupo Amaggi, do ex-ministro e ex-senador Blairo Maggi, e para o grupo Bom Futuro, de Eraí Maggi. Esses dois grupos empresariais fornecem às multinacionais JBS, Marfrig e Minerva.

 

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