sustentabilidade

Vazamento na Bacia de Campos

Chevron não pretende retomar perfurações no Campo de Frade

por Redação Carta Capital — publicado 24/11/2011 16h02, última modificação 24/11/2011 16h02
Um dia antes, a ANP determinou a suspensão de todas as atividades de perfuração da Chevron no Brasil. TCU quer investigar responsabilidades da Petrobras

Brasília - O presidente da Chevron para África e América Latina, Ali Noshiri, disse nesta quinta-feira 24 que a empresa não pretende retomar os trabalhos de perfuração no Campo de Frade, na Bacia de Campos, onde houve um vazamento de óleo. “Não planejamos retomar a perfuração até entender completamente a situação”, disse ele ao chegar no Ministério de Minas e Energia para uma reunião com o ministro Edison Lobão.

De acordo com Noshiri, a decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de mandar parar a perfuração no local está de acordo com o que a empresa já havia definido. Um dia antes, a ANP determinou a suspensão de todas as atividades de perfuração da Chevron no Brasil. O executivo não falou sobre a possibilidade de a Chevron ser proibida definitivamente de atuar no país.

Ainda na quarta-feira 23, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em caráter de urgência, pedido do ministro Raimundo Carreiro, para que técnicos do tribunal realizem auditoria para verificar eventuais responsabilidades da ANP e da Petrobras no vazamento.

O pedido de auditoria foi motivada pelo fato de a Chevron não ter identificado o problema e nem cumprido ações de contingência, previstas para esse tipo de ocorrência, de acordo com o ministro Carreiro. O TCU quer saber como é feita a fiscalização sobre planos de emergência das empresas petrolíferas, a cargo da ANP.

O TCU também vai verificar na Petrobras se existe previsão contratual de ressarcimento das despesas da estatal com ações decorrentes do acidente, além de ouvir a empresa sobre os cuidados adotados para que as petrolíferas parceiras exerçam condições efetivas de detecção e de resposta a acidentes ambientais.

O objetivo, segundo comunicado do TCU à ANP e à Petrobras, é prevenir, detectar e responder rapidamente a eventuais desastres provocados pela extração de petróleo e de gás no mar, uma vez que acidentes desse tipo trazem danos ambientais de difícil reparação, além de prejudicarem a imagem do Brasil.

O comunicado do TCU assegura, ainda, que é "urgente a necessidade de aprimoramento e de garantia de efetividade dos meios de prevenção de acidentes ambientais dessa natureza, bem como dos respectivos planos de contingência, especialmente quando se trata da exploração de petróleo por empresas privadas".

 

*Com informações da Agência Brasil