Protesto impede palestra de ‘príncipe do Brasil’ na Unesp

Sociedade

O “príncipe” Dom Bertrand de Orleans e Bragança, um dos herdeiros do que foi a família real do Brasil, era o principal convidado de um ciclo de palestras na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Franca, interior do estado, na terça-feira 28. O bisneto da princesa Isabel iria realizar uma palestra sobre o papel da família real brasileira durante a formação do país e sobre alguns novos documentos de arquivo pessoal da princesa recentemente descobertos. Faltou combinar com o movimento estudantil.

Uma semana antes da chegada do herdeiro da família real, alunos da Unesp já faziam circular pelo campus panfletos como o Boletim da Frente única antimonarquista e anti-latifundiária, convocando para um “ato-debate” e um protesto contra a palestra do “príncipe de Bragança”.

Foi o que aconteceu. A visita de Dom Bertrand de Orleans e Bragança ao campus da Unesp durou apenas 30 minutos. Tempo suficiente para que os organizadores do evento, parte do Curso de Introdução à Vida Intelectual (CIVI), se dessem conta de que a realização da palestra seria inviável diante dos protestos de cerca de 200 pessoas.

Confira um vídeo que mostra a manifestação:

“Era muita gente gritando e a coisa fugiu um pouco do controle porque alguns alunos invadiram o anfiteatro para protestar”, conta o estudante de direto Rafael Bozutti. “Muitos chamavam o príncipe de fascista por causa de seus pronunciamentos contra os quilombos e a reforma agrária, mas ficou nisso, não houve agressão física”, disse.

Segundo o aluno de História eintegrante do Diretório Acadêmico da Unesp Thiago Rodrigues, a intenção da ação era debater por que o CIVI, coordenado por Fernando Andrade Fernandes, diretor do campus, tinha interesse de convocar Bertrand. “Queríamos entender a razão para convocar para o ambiente universitário uma pessoa que é contra a reforma agrária e a favor de uma monarquia”, disse o estudante.

Um blog chamado “Adeus ao capital” publicou um “manifesto” no qual tenta explicar a ação. Os autores do texto acusam Bertrand de pregar “abertamente a violência no campo e a morte de trabalhadores rurais sem-terra” e afirmam que a expulsão dos dois mostra que os movimentos estudantis não se seduziram pelo falso discurso de “liberdade de expressão” defendido pelos conservadores. Em entrevista ao jornal Franca Notícias, o descendente da família real classificou a ação estudantil como uma “estupidez”.

 

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Uma semana antes da chegada do herdeiro da família real, alunos da Unesp já faziam circular pelo campus panfletos como o Boletim da Frente única antimonarquista e anti-latifundiária, convocando para um “ato-debate” e um protesto contra a palestra do “príncipe de Bragança”.

Foi o que aconteceu. A visita de Dom Bertrand de Orleans e Bragança ao campus da Unesp durou apenas 30 minutos. Tempo suficiente para que os organizadores do evento, parte do Curso de Introdução à Vida Intelectual (CIVI), se dessem conta de que a realização da palestra seria inviável diante dos protestos de cerca de 200 pessoas.

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“Era muita gente gritando e a coisa fugiu um pouco do controle porque alguns alunos invadiram o anfiteatro para protestar”, conta o estudante de direto Rafael Bozutti. “Muitos chamavam o príncipe de fascista por causa de seus pronunciamentos contra os quilombos e a reforma agrária, mas ficou nisso, não houve agressão física”, disse.

Segundo o aluno de História eintegrante do Diretório Acadêmico da Unesp Thiago Rodrigues, a intenção da ação era debater por que o CIVI, coordenado por Fernando Andrade Fernandes, diretor do campus, tinha interesse de convocar Bertrand. “Queríamos entender a razão para convocar para o ambiente universitário uma pessoa que é contra a reforma agrária e a favor de uma monarquia”, disse o estudante.

Um blog chamado “Adeus ao capital” publicou um “manifesto” no qual tenta explicar a ação. Os autores do texto acusam Bertrand de pregar “abertamente a violência no campo e a morte de trabalhadores rurais sem-terra” e afirmam que a expulsão dos dois mostra que os movimentos estudantis não se seduziram pelo falso discurso de “liberdade de expressão” defendido pelos conservadores. Em entrevista ao jornal Franca Notícias, o descendente da família real classificou a ação estudantil como uma “estupidez”.

 

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