Sociedade

Mina da Braskem em Maceió pode colapsar a qualquer momento, alerta Defesa Civil

Governo federal já deslocou ministros para a região e autoridades locais criaram força-tarefa; afundamento do solo está em ritmo acelerado

Vista aérea do bairro Mutange, em Maceió. Foto: Reprodução/BRASKEM
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A cidade de Maceió (AL) está sob alerta por conta do risco iminente de colapso de uma mina de petroquímica Braskem, localizada na Lagoa Mundaú, no bairro do Muntage, na capital alagoana. Na última quinta-feira 30, a Defesa Civil de Maceió emitiu um alerta em que determina que a população deve evitar transitar na região enquanto as medidas de controle estão sendo aplicadas.

A situação atual é fruto de um processo que vem crescendo nos últimos anos. Em 2018, cavernas abertas pela extração de sal-gema, realizadas pela Braskem desde o final dos anos 1990, começaram a ser fechadas desde que cinco bairros em Maceió começaram a afundar. O agravamento do colapso no solo já deixou, pelo menos, 50 mil pessoas desabrigadas.

Em junho, a Braskem chegou a anunciar que tinha firmado um acordo de indenização com a prefeitura de Maceió, estimado em 1,7 bilhão de reais. Em seguida, uma decisão judicial determinou que a empresa deve indenizar, também, o estado de Alagoas.

A mina com risco iminente de colapso está situada perto da lagoa. Segundo a Defesa Civil, a mina afundou 1 metro e 6 centímetros do solo nas últimas 48 horas. O alerta mais recente se deve ao fato de que a velocidade do afundamento do solo está aumentando.

Ontem, a Justiça Federal determinou que as famílias que moram em 23 imóveis do bairro Bom Parto, na capital, sejam realocadas. O risco de colapso fez com que o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), determinasse a ida dos ministros Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) e Renan Filho (Transportes) para Maceió, para que possam acompanhar o caso.

A prefeitura de Maceió já montou uma força-tarefa emergencial. O objetivo é fornecer suporte para famílias que venham a precisar de abrigo nas proximidades da região. A Braskem, por sua vez, informou que “acompanha de forma ininterrupta os dados de monitoramento, que são compartilhados em tempo real com a Defesa Civil Municipal”.

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