Política

Wanderson de Oliveira deixa o Ministério da Saúde

Enfermeiro atuou como secretário de Vigilância em Saúde e trabalhou na pasta por 16 anos

Wanderson de Oliveira atuou como secretário de Vigilância em Saúde. Foto: José Dias/PR
Wanderson de Oliveira atuou como secretário de Vigilância em Saúde. Foto: José Dias/PR

Em plena pandemia do novo coronavírus, a gestão do Ministério da Saúde segue em crise. Neste domingo 24, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, anunciou que deixará o cargo na segunda-feira 25, após recentes exonerações no comando da pasta.

Oliveira já havia pedido demissão em 15 de abril, quando ascendiam rumores de que Luiz Henrique Mandetta seria dispensado pelo presidente Jair Bolsonaro. Porém, no mesmo dia, Mandetta convenceu Oliveira a permanecer no posto.

O então secretário assistiu à queda de Mandetta e sobreviveu no Ministério por toda a gestão de Nelson Teich, que durou menos de um mês. Agora, a pasta está sob comando interino do general Eduardo Pazuello.

Oliveira pede demissão num momento em que a Saúde está sendo inchada por militares. Em 19 de maio, Pazuello nomeou um time de oficiais para cargos de gestão, finanças e assessoramento da pasta, entre eles coronéis, tenentes e majores.

Oliveira trabalhou no Ministério da Saúde por 16 anos. Ele é doutor e mestre em epidemiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especializações voltadas para gestão de serviços em saúde.

Antes da pandemia do coronavírus, o enfermeiro já havia atuado na coordenação do Ministério da Saúde em outras emergências sanitárias, como a epidemia de influenza em 2009 e a crise da síndrome da zika congênita, entre 2015 e 2016.

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