‘Variante do Amazonas’: SP confirma primeiros casos e Acre pede fechamento de fronteiras

'Nossos vizinhos estão passando por momentos difíceis e estamos fazendo tudo o que é possível para evitar que isso também aconteça no Acre'

Foto: Niels Christian Vilmann/Ritzau Scanpix/AFP

Foto: Niels Christian Vilmann/Ritzau Scanpix/AFP

Saúde

O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), anunciou nesta terça-feira 26 que, devido ao avanço da variante do novo coronavírus que se dissemina em Manaus, solicitou ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, “apoio da União para imediato fechamento das fronteiras (Bolívia e Peru) e divisas (Amazonas e Rondônia) do Acre”.

 

 

“Infelizmente, os nossos vizinhos estão passando por momentos difíceis e estamos fazendo tudo o que é possível para evitar que isso também aconteça no Acre”.

Pelas redes sociais, Cameli pediu ainda que a medida dure “até que a situação seja amenizada”.

Segundo ele, a rede pública de Saúde do Acre atende moradores de Rondônia, Amazonas, Bolívia e Peru. “Não queremos, de forma alguma, negar ajuda aos nossos irmãos, mas temos um milhão de acreanos que dependem do atendimento em nossos hospitais”.

Ainda nesta terça, o estado de São Paulo confirmou três casos da variante, que foi identificada inicialmente pelo Japão, em 10 de janeiro, em passageiros que voltavam de uma viagem ao Amazonas.

Nos casos de São Paulo, as três pessoas têm histórico de viagem a Manaus ou são moradoras da cidade, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde paulista.

Na segunda-feira 25, os Estados Unidos também confirmaram o primeiro caso da chamada ‘variante brasileira’ no país. O infectado é um residente do estado de Minnesota com histórico recente de viagem ao Brasil.

 

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